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“E-40: A SOLUÇÃO PARA O ETANOL BRASILEIRO”

11/04/2012

Dib Nunes Jr.
dib@ideaonline.com.br
 
O etanol combustível passa pela sua maior crise desde 1989 quando atingiu o fundo do poço e chegou a ser distribuído gratuitamente nas ruas de Ribeirão Preto, num ato de desespero dos produtores.
O governo não contribuiu para resolver os problemas do setor e o pior,  atualmente aplica ao etanol uma carga tributária superior ao da gasolina. Além disso, há cinco anos o governo  mantem o preço dos combustíveis achatados em patamares irreais abaixo do mercado, utilizando-se desta estratégia como politica de controle da inflação.
Quem sofre com isso é o produto de etanol que teve nestes últimos cinco anos de congelamento de preços da gasolina, um brutal aumento de custos. Os reflexos deste problema afetam toda a cadeia produtiva da cana de açúcar.
Por outro lado, para o consumidor utilizar o etanol em seu veículo, o mesmo precisa estar abaixo de 70% do preço da gasolina. Como isto é possível se o custo de produção do etanol hidratado está ao redor de R$ 1,15 e ainda  tem a incidência de tributos estaduais de pesada monta, que variam entre de 12% até 25% conforme o estado. Inclua-se aí, mais os custos de transporte, armazenamento, lucro e impostos da distribuidora e  do varejista. Por isso o etanol está sendo vendido entre R$ 1,90 e R$ 2,20 em todo o território nacional,  na maioria das vezes superando os 70% da paridade. Atualmente só é viável no Estado de São Paulo e Goiás, assim mesmo por uma pequena margem.
Especialistas da Archer Consulting apontam que o preço da gasolina no varejo deveria ser  de
R$ 3,60 por litro no varejo e que a gasolina importada dá um prejuízo de R$ 500,00 por metro cúbico. A Petrobrás está “ tomando tinta ” com o preço de R$ 2,70 o litro, pois o consumidor está preferindo consumir gasolina ao etanol. A Petrobrás tem uma capacidade de refino limitada para a gasolina e por isso tem que gastar milhões de dólares em importação para atender o mercado interno, que certamente vai continuar a consumir  menos etanol hidratado nos patamares de preços em que se encontra, em contrapartida se os preços caírem quebram os produtores.
“ Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”
Custo de produção elevado, taxação injusta, preço achatado ou não competitivo, redução da mistura para 20%, queda na produção e queda violenta no consumo. A continuar assim, o etanol hidratado está com os dias contados. Vai encalhar e depois voltará a ser comercializado abaixo do preço de custo pelos produtores, agravando ainda mais a crise na qual está mergulhado o setor desde 2009.
No centro sul já fecharam 28 usinas, desempregando mais de 30 mil trabalhadores e vai fechar mais se algo não for feito. Há uma capacidade ociosa nas usinas de mais de 100 milhões de toneladas de cana. Antes de 2009 havia a previsão de que atingiríamos em 2020 mais de um bilhão de toneladas de cana e, pelo menos, mais 120 novas unidades seriam criadas. Tá difícil!
O que fazer, então?
Como salvar o nosso combustível limpo e renovável?
O etanol combustível deve acabar?
A solução é simples: basta o governo e a ANP querer. Transformar o etanol hidratado em um novo produto para carros flex, ofertando um combustível com 40% de etanol e 60% de gasolina. Este percentual pode aumentar ou diminuir de acordo com intempéries climáticas ou excesso de produção e 90% da nova frota de veículos poderá ser atendida sem problemas.
Vejam as principais vantagens:

  • A Petrobrás (repito, que não tem capacidade de refino para produzir gasolina suficiente) não precisará mais importar gasolina.
  • O E-40 poderá ser comercializado a preços mais justos, não chegando a ser tão caro como a gasolina e nem tão barato como era o etanol antes de 2011,
  • Resolve o problema de ambas as partes e ainda pode produzir etanol (anidro) para exportar aos EUA que abriu seu mercado,
  • Não será necessário subsidiar a gasolina e os proprietários de carros flex terão um combustível mais econômico
  • Evita escassez e o mercado será atendido com mais eficiência, eliminando o produto clandestino.
Todos vão ganhar inclusive o pobre meio ambiente. Se não fizerem nada, o fim do etanol hidratado pode estar próximo e a crise deverá se agravar para as já endividadas usinas, destilarias e produtores de cana.
Providências urgentes precisam ser tomadas e o E-40 pode ser a solução.


Fonte: ideaonline.com.br

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