Principais estratégias para o manejo de plantas daninhas de difícil controle

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O correto manejo e controle de plantas daninhas na cana-de-açúcar representam etapas cruciais para o sucesso desta cultura. Mas, apesar disso, algumas dessas plantas costumam dar muita dor de cabeça aos agrônomos, que têm muitas dificuldades em maneja-las e controla-las, são as consideradas plantas daninhas de difícil controle.

O potencial dessas daninhas de difícil controle em causar problemas à cana-de-açúcar é elevadíssimo, por isso, é fundamental que sejam manejadas de formas mais específicas. Para isso, deve-se adotar algumas estratégias. Conheça em seguida as principais.

Principais plantas daninhas de difícil controle da cana

O fim das queimadas representou um importante avanço na redução dos impactos ambientais causados pelo cultivo da cana, em contrapartida, abriu espaço para um maior incremento das plantas daninhas, principalmente aquelas de difícil controle.

Entre as plantas daninhas mais comuns nesse sentido pode-se citar as plantas de folhas largas tais como mamona, mucuna, merremias, cordas-de-viola e bucha, que raramente eram vistas nos canaviais. Há também a Tiririca (Cyperus rotundus), que, mesmo após muitos anos de estudos e experimentação, ainda permanece como um sério problema para a cultura da cana-de-açúcar.

Maior destaque também deve ser dado para a grama seda (Cynodondactylon) que devido à sua alta complexidade e competitividade, também vem sendo caracterizada como uma daninha de difícil controle.

Formas de controle de plantas daninhas na cana

Várias são as estratégias para realizar o controle de plantas daninhas na cana, que levam em consideração suas características próprias de produção e de manejo.

  • Manejo cultural: O produtor pode utilizar cultivares de crescimento mais rápido, ou realizar a diminuição do espaçamento, possibilitando um sombreamento mais precoce das entrelinhas de cultivo, dificultando a germinação das plantas daninhas;
  • Controle mecânico: Pode ser realizado manualmente através da capina com enxada em pequenas áreas ou através de tratores para o preparo do solo;
  • Controle químico: Realizado por meio com do uso de herbicidas que, quando aplicados em doses corretas no princípio ativo correto no momento ideal, matam ou retardam o crescimento das plantas daninhas, incluindo as de difícil controle.

Importante: antes de realizar qualquer controle, é fundamental que conheçamos a erva que será combatida e suas características padrão, somente assim, o controle de plantas daninhas na cana será mais eficiente e conseguiremos focar as estratégias mais apropriadas.

Importância das estratégias integradas de controle de plantas daninhas na cana

Assim como ocorre em qualquer cultura, cada tipo de controle de plantas daninhas na cana apresenta suas vantagens e limitações, por isso, demandam o uso simultâneo de, no mínimo, duas práticas ou variações dentro de uma mesma forma. É o que chamamos de manejo integrado de plantas daninhas.

Um exemplo da importância dessa integração é o manejo para o controle da grama seda, considerada uma planta daninha de difícil controle, onde o sucesso será maior se houver o uso de um controle mecânico seguido pelo controle químico na fase de reforma ou dessecação.

Neste sentido, o controle da grama seda será mais eficaz desde que a reforma ou dessecação seja bem realizada, com o bom uso do glifosato, sequenciado por uso de um produto herbicida como o Contain, responsável por ajudar no controle dessa erva.

Além de ser eficiente no controle da grama seda, essa integração de estratégias terá também a capacidade de realizar o controle de outras plantas daninhas na cana quase que instantaneamente, tais como o capim colonião, que também é considerado de difícil controle.

Além disso, diversos estudos indicam que o melhor momento para o manejo de controle de plantas daninhas na cana, principalmente as de difícil controle, se dá na reforma. O controle da Tiririca e da Corda-de-viola são exemplos dessa maior eficiência durante a reforma.

A Tiririca, por exemplo, pode ter sua desinfecção antecipada com Sulfentrazone para baixar o banco de tubérculos e conseguir um melhor manejo no pós-plantio.

Já no pós-plantio, o controle de plantas daninhas na cana será necessário se, em algum momento, houve alguma negligência com as estratégias de controle no pré-plantio.

Para este momento, há ferramentas também bastante eficazes. Para a Tiririca, por exemplo, pode-se usar Boral e Sempra em pós-emergência, além de 2,4-D e Picloran. Já a Grama Seda exige uma catação mais focada, principalmente com o uso de clomazonidas e o glifosato, sempre com muito cuidado para não atingir a cana.

Por fim, temos a corda-de-viola como também sendo de difícil controle. Ela pode ser controlada mais facilmente com o uso de Lumica com Atrazina, ou mesmo o 2,4-D como complementar.

Por fim, vale lembrar mais uma vez que, antes de adotar qualquer estratégia de controle de plantas daninhas é fundamental fazer um levantamento sobre saber quais são as plantas invasoras da área que estão competindo por nutrientes, luz e água com a cultura da cana-de-açúcar para, em seguida realizar o melhor manejo integrado.

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