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Agronegócios têm apenas 0,2% da publicidade do país, diz associação

11/11/2013

Dos R$ 57 bilhões investidos em publicidade no país no primeiro semestre de 2013, somente R$ 94 milhões foram dedicados ao marketing da agropecuária, um percentual de 0,2%, segundo Maurício Mendes, Maurício Mendes, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócios (ABMR&A).

Nesta sexta-feira (8), segundo e último dia do 14º Congresso de Agribusiness da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), ele citou dados do Ibope Media sobre a publicidade do agronegócio e disse que houve um ganho significativo em relação ao mesmo período do ano passado: 27%.

"Mas é pouco para representar um setor que é 23% do PIB nacional", disse.

Para ele, se o percentual da propaganda destinada à agropecuária aumentasse para 1% ou 2%, o segmento já começaria a aparecer para o público em geral. O marketing, segundo acredita, é uma das mais importantes para o produtor deixar de produzir apenas uma commodity e passar a apresentar ao mercado um produto com valor agregado, com marca e identificação geográfica.

"Por suas caraterísticas geográficas e também por parte do produtor, o Brasil sempre vai ter commodities em volume na sua produção. É diferente de países como Portugal e Suíça, nos quais a agricultura ocupa área pequena, que nos primórdios já começaram a trabalhar com produtos de valor agregado com marcas", explicou.

´Mesmo o suco de laranja do Brasil não tem marca´

Mendes ressalta que o Brasil têm uma história diferente em que café, soja, milho ou algodão não têm marca.

"Mesmo o suco de laranja do Brasil não tem marca. Uma iniciativa nesse sentido não interfere na vocação brasileira de ser grande produtor de commodities, ao contrário, pode trazer para o pequeno produtor melhor qualidade de recursos e de renda. O café da Colômbia hoje tem renome internacional, e dá aos produtores uma remuneração que eles não teriam se vendessem o café como uma commodity", disse.

Para o executivo, agregar valor às commodities brasileiras por meio de ações de marketing teria que estar apoiado em políticas públicas.

"Na Europa tem milhares de identificações geográficas; no Brasil tem 24 ou 25 somente", disse ele, ressaltando, porém, que já existem protocolos assinados para incrementar a identificação geográfica.

Identificação Geográfica

O registro de Indicação Geográfica (IG) é conferido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que atribui a eles reputação, valor intrínseco e identidade própria, fazendo com que se distinguam em relação a similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e know-how.

Jorge Ávila, presidente do Intituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), assinou convênio com a Sociedade Nacional de Agricultura para promover ações para incrementar a identificação geográfica e a denominação de origem.

"Queremos dobrar o número de indicações, queremos fazer um exercício para que esses rótulos sejam colocados nas prateleiras do mundo", disse Ávila.

Para Mendes, isso tem que ser estimulado, "mas não adianta criar uma identificação geográfica e isso ficar escondido, precisa ter um planejamento de marketing e comunicação que englobe a produção do produto que o consumidor quer e a divulgação desse produto para o consumidor final".

Ele citou como poucos exemplos de commodities com valor agregado os cafés gourmets: Café do Cerrado ou Café da Serra da Mantiqueira. Mas outros ainda carecem de maior divulgação como a carne do Pampa Gaúcho ou o vitelo do Pantanal.

O cenário pode estar mudando a partir da campanha da Friboi, com o ator Tony Ramos. "Foi uma grande sacada e está dando muito certo. A JBS já triplicou a verba de marketing e pelo que sei pelo menos cinco frigoríficos já estão com campanhas prontas para a mídia de massa", disse.



Fonte: Portal G1 08/11

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