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Petrobras propõe nova fórmula de preços do combustível

10/11/2013

Com preços e vendas locais de gasolina e diesel mais relaxados, a credibilidade da companhia sairá reforçada do conselho de administração em 22 de novembro
A Petróleo Brasileiro (Petrobras, companhia de petróleo controlada pelo Estado) vem aumentando a pressão contra o governo, seu principal acionista, para relaxar os controles de preços das vendas locais de gasolina e diesel e para adotar uma nova estrutura de preços mais flexível. Uma proposta foi apresentada ao conselho de administração da companhia, que deverá se reunir em 22 de novembro, e há probabilidade de um novo acordo. Supondo que se chegue a uma nova fórmula de preços, a posição financeira e a credibilidade da Petrobras sairão reforçadas.
 

A companhia vem vendendo internamente produtos refinados abaixo dos níveis do mercado internacional desde o início de 2010, com a margem de prejuízos flutuando com os movimentos dos preços do petróleo e da moeda brasileira. A depreciação do real este ano ampliou temporariamente o diferencial de preço para 27% no auge da liquidação dos mercados emergentes em agosto, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE, uma consultoria local). A recuperação parcial do real desde então reduziu a margem para 12% atualmente, segundo cálculos do CBIE.
 

Além disso, a Petrobras teve de aumentar suas importações de petróleo e gasolina devido a um período de produção interna estável e consumo crescente. No entanto, não conseguiu transferir totalmente as diferenças de preços para os consumidores domésticos, por causa da resistência do governo, apesar de aumentos esporádicos – o último foi de 6,6% na gasolina este ano, antes de a moeda ter enfraquecido acentuadamente.
 

Durante os nove primeiros meses do ano, a perda chegou a 4,3 bilhões de reais (cerca de 2 bilhões de dólares), segundo a Petrobras. Isso teve um impacto sobre os resultados financeiros da companhia, pesando sobre o preço de sua ação e sua credibilidade. No terceiro trimestre deste ano, a receita líquida da Petrobras registrou uma queda de 45%, comparada com o segundo trimestre (tinha caído 39% em base anual), para 3,4 bilhões de reais. Enquanto isso, sua dívida líquida chegava a 193 bilhões de reais, mais que o triplo de seu lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA), colocando potencialmente em risco sua nota de classificação de investimento.
 

Uma das três maiores agências de classificação de crédito, a Moody's, reduziu as notas da dívida local e estrangeira da companhia para Baa1 um mês atrás. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, declarou que essa medida era uma advertência do mercado e oficialmente pediu que o conselho reformulasse a polêmica política de preços.
 

Nova fórmula deverá incluir vários critérios
A proposta da nova fórmula de preços inclui critérios variados, como os preços internacionais do combustível, variações nas taxas de câmbio e o preço local da gasolina na bomba (que também flutua, já que 25% do combustível contêm etanol, cujo preço é definido pelas forças de mercado). A fórmula deverá ser discutida este mês no conselho da companhia, que é presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
 

Mantega tem usado os controles de preço do combustível para evitar pressionar a taxa de inflação, que superou o teto da meta de inflação (2,5-6,5%) no segundo trimestre, em parte devido ao aumento da inflação no preço dos alimentos. No entanto, o fato de Foster ter divulgado o comentário sobre a nova estrutura de preços antes da reunião do conselho sugere que ela tem o apoio da presidente Dilma Rousseff, apesar da relutância de Mantega em suspender os controles de preços.
Uma nova fórmula de preços mais flexível deverá ser anunciada depois da reunião em 22 de novembro. O relaxamento dos controles de preços será um alívio para a Petrobras e seus acionistas, cujas finanças já estão tensas devido a seu ambicioso programa de investimentos e sua crescente alavancagem.
 

Uma moeda mais fraca no ano que vem levantaria os preços do combustível
Um aumento único de cerca de 6% nos preços da gasolina nas refinarias Petrobras provavelmente se concretizará dentro de uma ou duas semanas depois da reunião, antes que a nova fórmula entre em operação. Isto na verdade se traduziria em um aumento menor nos postos (de pouco mais de 4%), devido ao conteúdo de etanol. A inflação diminuiu para 5,75% na última leitura em meados de outubro, dando ao governo um pouco mais de espaço para aumentar os preços.
 

Como o real provavelmente sofrerá nova pressão de venda quando o Federal Reserve (o banco central dos EUA) endurecer a política monetária em 2014, os preços da gasolina provavelmente aumentarão sob uma nova fórmula mais flexível, que seria politicamente prejudicial para o governo antes das eleições para a presidência, o Congresso e governos estaduais em outubro do próximo ano.


Fonte: Carta Capital

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