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Etanol Anidro, continuará a defesa da produção brasileira - Por Edmundo Coelho

Postado em 4 de Setembro de 2020

Os produtores de etanol estiveram reunidos nesta semana com os Ministros das Minas e Energia, Bento Albuquerque, Tereza Cristina, da Agricultura e com o Chanceler brasileiro, Ernesto Araújo.

Houve concordância dos Ministros em favor dos empregos e da sustentabilidade no setor. O bom senso establecido foi fruto de um trabalho muito bem articulado das entidades representativas das empresas prdutoras.

No entendimento com o Governo Federal prevaleceu a posição contrária a qualquer prorrogação do sistemas de cotas, sem imposto de importação.

Esse êxito, representa um compromisso contra a importação crescente do etanol anidro dos Estados Unidos. Os produtores trabalham em defesa do mercado estratégico do etanol anidro para as usinas brasileiras. No Nordeste, essa defesa estratégica requerer novas colunas de distilação para o anidro 98%. Ponto para a indústria de base. Ponto para a retomada verde. A máxima utilização das colunas de destilação existentes está nas prioridades. Como a diferença de preços entre a gasolina e o etanol não deverá ser alterada em razão da crise fiscal nos estados e os preços estáveis de petróleo, a oportunidade de garantir o suprimento de etanol anidro no nordeste é hoje a missão dos industriais produtores. O etanol anidro reduz a poluição causada pelo abastecimento com 30 bilhões de litros de gasolina ao longo do ano no País. Esta operação complexa se beneficia da disponibilidade do etanol anidro para a composição da gasolina tipo C comercializada nos postos revendedores, melhorar a combustão e reduzir as emissões são atributos do etanol. A octanagem da gasolina depende do etanol anidro.

O etanol da cana de açúcar reduz em 89% as emissões de CO2 geradas pela gasolina, o etanol de milho do Brasil também absorve e gera ração animal, faz rotaçao de cultura com a soja e ainda torna o Agro mais forte. Já o etanol importado tem emissões duas vezes superiores ao produto nacional.

Os produtores do nordeste irão ocupar um mercado de 2,0 bilhões de litros de etanol anidro por ano. Isso representa 4 Milhões de toneladas de CO2 a menos na atmosfera e R$ 5 bilhões de reais a mais na economia local além do efeito multiplicador para o desenvolvimento local e negócios nas cidades do interior onde estão localizadas as agroindustrias. As importações sempre entraram em maior volume pelos portos da região. Parte desse volume será suprido por outras regiões, os produtores do Centro Sul devem complementar o abastecimento do nordeste. Haverá elevação da capacidade de produção de anidro na região. Com isto a capacidade de gerar eletricidade da biomassa também deve crescer, favorecendo as outras fontes renováveis, com novos empregos, estará fortalecida a decisão do Governo Bolsonaro. Os produtores do nordeste reforçam em alto e bom som, a capacidade de produção é centenária.

-Contra os subsídios do milho americano, precisamos investimentos para multiplicar oportunidades na região.

Edmundo Coelho é Presidente do Sindalcool - Sindicato da Indústria de fabricação do Álcool do Estado da Paraíba

 


Fonte: Agência UDOP de Notícias