Clipping

Uso amplo de etanol diminui pressão para adoção de carro elétrico no Brasil

Postado em 28 de Outubro de 2020

Devido ao uso de biocombustíveis, especialmente o etanol, o Brasil já apresenta uma matriz de combustíveis mais limpa se comparada a muitos países, inclusive desenvolvidos, cenário este que diminui a pressão para que adotemos de maneira abrupta os veículos elétricos. Este foi o diagnóstico feito por executivos de duas grandes distribuidoras de combustíveis, nesta terça-feira (27), durante o segundo dia da 20a. Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol. Realizado no formato online, o evento acontece até a próxima sexta-feira (30), combinando palestras e feira virtual.

"O etanol, considerando o ciclo do campo à roda, tem externalidades ambientais melhores em relação ao carro elétrico", afirmou o CEO da Raízen, Ricardo Mussa, lembrando, por exemplo, o problema do descarte das baterias dos veículos eletrificados, que contêm elementos tóxicos. Segundo o executivo, o uso amplo de biocombustíveis no Brasil, como o etanol, fará com que o ciclo de combustíveis líquidos seja estendido no País. Além disso, ressaltou Mussa, já temos uma rede distribuição em nível nacional.

"Temos que ter mais orgulho disso. Neste aspecto, temos mais a ensinar do que a aprender. Espero que outros países, que também são potências em cana-de-açúcar, como Índia e Tailândia encontrem no etanol uma forma de se fazer a transição energética para eletrificação automotiva."

Para o presidente do grupo Ipiranga, Marcelo Araújo, os biocombustíveis são a espinha dorsal da matriz energética de transportes no Brasil. "Temos fontes limpas, renováveis, com uma agroindústria forte por trás, capacidade produtiva, temos tecnologia em motores, sistemas de distribuição etc." De acordo com Araújo, por um longo período teremos no Brasil a coexistência entre diversas tecnologias na matriz de propulsão automotiva e de fontes de energia. 


Fonte: Datagro