Clipping

50,48 mi de toneladas moídas na segunda quinzena de julho

Postado em 11 de Agosto de 2020

A quantidade de cana processada no Centro-Sul atingiu 50,48 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho. O resultado é 1,15% superior às 49,90 milhões registradas no mesmo período de 2019. No acumulado desde o início da safra 2020/2021 até 1º de agosto, a moagem alcançou 326,44 milhões de toneladas, contra 308,96 milhões contabilizadas em igual período do ciclo anterior – crescimento de 5,66%.

O diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, ressalta que “em julho deste ano a moagem somou 97,04 milhões de toneladas, ficando apenas 1,89% inferior a julho da safra 2017/2018, quando o setor registrou a maior quantidade mensal de cana processada pelos produtores do Centro-Sul. Apesar da maior moagem em 2017, a produção de etanol em julho deste ano foi superior ao volume registrado naquele ano em decorrência da melhor qualidade da matéria-prima observada em 2020”, concluiu.

De fato, a qualidade da matéria-prima processada na segunda quinzena de julho, mensurada a partir da concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), atingiu 148,12 kg por tonelada em 2020, contra 141,25 kg verificados na mesma quinzena da safra passada. No acumulado até 1º de agosto deste ano, o indicador de qualidade alcançou 135,25 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar – 5,05% superior ao valor apurado no último ciclo agrícola.

Em relação ao número de usinas em operação, 261 unidades estavam em operação até dia 1º de agosto de 2020, ante 258 unidades industriais em igual data do último ano.

Produção de açúcar e de etanol

Na segunda metade de julho de 2020, a produção de açúcar atingiu 3,41 milhões de toneladas, quantidade 37,67% superior às 2,48 milhões de toneladas produzidas no último ano. No acumulado desde o início da safra 2020/2021 até 1º de agosto, o aumento na produção da commodity alcançou 47,64%, somando 19,73 milhões de toneladas.

“A decisão das usinas em ampliar a oferta do adoçante na safra atual foi influenciada pelo clima seco, que possibilitou a melhor operacionalização da colheita, pelos preços mais remuneradores para o açúcar, pela queda na demanda interna por etanol e pela melhor qualidade da cana-de-açúcar colhida. O índice de produção por tonelada de cana atingiu 60,43 kg de açúcar por tonelada de cana neste ano contra 43,25 kg no mesmo período da safra passada”, concluiu Rodrigues.

A maior procura pelo açúcar pode ser constatada pelos números oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), que em julho de 2020 registraram exportação de 3,48 milhões de toneladas – recorde de exportações na série histórica do adoçante para o mês. No acumulado de janeiro a julho de 2020, a quantidade total exportada soma 14,63 milhões de toneladas, 57,1% superior ao registrado em mesmo período de 2019.

No acumulado desde o início da safra até 1º de agosto, 46,90% da cana-de-açúcar foi destinada a fabricação do adoçante, ante 35,25% no mesmo período de 2019.

“Com aproximadamente 55% da safra concluída, o incremento total 6,37 milhões de toneladas de açúcar observado até o momento decorre principalmente da alteração do mix de produção, que contribuiu para o aumento de 5,31 milhões de toneladas. Os outros 1,06 milhão de toneladas resultam do avanço da moagem e da melhor qualidade da matéria-prima colhida”, explica Rodrigues.

A produção de etanol, por sua vez, totalizou 2,39 bilhões de litros na segunda quinzena de julho, contra 2,66 bilhões fabricados em igual período do ciclo 2019/2020. Do total produzido na quinzena, o hidratado representou 1,66 bilhão de litros e o anidro somou 735,87 milhões de litros.

O volume de produção de etanol acumulado desde o início da safra 2020/2021 até 1º de agosto totalizou 14,52 bilhões de litros, 6,60% inferior ao assinalado na última safra. Deste total, foram fabricados 710,74 milhões de litros de etanol de milho, registrando crescimento de 83,85% em relação ao volume produzido em igual período do ano passado.

Para Rodrigues, “a leve recuperação na demanda por combustíveis nos últimos 30 dias ainda indica que o mercado continua aquém do esperado. Atualmente, o estoque de etanol das usinas do Centro-Sul está 30% superior ao mesmo período do ano passado, de modo que o volume armazenado somado a produção a se realizar é mais do que o suficiente para atender a demanda dos próximos meses, mesmo considerando uma recuperação significativa do consumo.”

Vendas de etanol

O volume total de etanol comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul atingiu 2,67 bilhões de litros em julho, com queda de 9,31% na comparação com o valor registrado em igual período de 2019. Desse total, 306,74 milhões de litros foram direcionados ao mercado externo e 2,36 bilhões de litros foram comercializados domesticamente.

No mercado interno, as vendas de hidratado somaram 1,60 bilhão de litros no mês, registrando retração de 18,60% na comparação com os valores observados no mesmo período de 2019. No comparativo com junho deste ano, esse volume comercializado em julho apresentou leve recuperação de 8,75%.

As vendas de anidro, por sua vez, atingiram 764,18 milhões de litros em julho de 2020, volume praticamente igual as saídas registradas em igual período de 2019 (757,61 milhões de litros).

As vendas de etanol não carburante direcionado ao mercado interno seguem aquecidas. Em julho de 2020, foram comercializados 118,81 milhões de litros, volume 29,20% superior aquele verificado na mesma data do último ano

No acumulado desde o início da safra 2020/2021 até 1º de agosto, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul somam 9,04 bilhões de litros, retração de 19,19% na comparação com mesmo período de 2019. Desse total, 798,72 milhões de litros foram destinados à exportação (alta de 34,32%) e 8,24 bilhões ao mercado interno (queda de 22,15%).

 


Fonte: UNICA