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ABBI pede urgência na aprovação do projeto de Lei do RenovaBio

A Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI) reforça a importância da aprovação do programa RenovaBio como medida para a redução de gases de efeito estufa, incremento econômico e desenvolvimento sustentável do país

Transformar o programa RenovaBio em uma Lei é imprescindível. Além da iniciativa ajudar o país a cumprir as metas firmadas pelo Brasil no Acordo de Paris, sem ele, corremos sério risco de perder nossa relevância e liderança tecnológica na bioeconomia para países que estão implementando políticas similares. É o que conseguimos observar durante a 23ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 23), realizada em Bonn, na Alemanha. “O Brasil foi ao encontro sem conseguir apresentar medidas efetivas. Necessitamos de uma atuação contundente que garanta o retorno dos altos investimentos públicos e privados já realizados e previstos”, explica Bernardo Silva, presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI).

O RenovaBio ajudará a expandir a fronteira industrial e empregos qualificados para todo o território brasileiro, com o potencial de investimentos em 120 novas biorrefinarias em 20 anos. “Elevará o valor produzido por hectare, utilizando resíduos agrícolas, como o bagaço e palha da cana-de-açúcar, milho, eucalipto e outros grãos, para a produção de biocombustíveis de 2ª geração”, analisa.

São muitas áreas de impacto em que o RenovaBio, transformado em Lei, ajudará no desenvolvimento do Brasil. “Ele deverá provocar a injeção de US$160 bi ao PIB nacional por ano. A consolidação e a valorização das novas tecnologias estimularão investimentos de US$400 bi em 20 anos, além da arrecadação de impostos geradas pelos investimentos previstos e com a produção adicional, que, juntas, somarão US$9,5 bi por ano”, comenta o presidente.

O RenovaBio vai estimular a inovação na indústria nacional, garantir a segurança energética e o abastecimento, gerar benefícios ambientais, sociais e de saúde pública, preservar a infraestrutura existente, como distribuição e revenda, além de contar com uma frota apta ao uso de etanol. Indo além, está a promoção de benefícios ambientais, sociais e de saúde pública e a recuperação do interesse do setor privado em novos investimentos.


Fonte: SEGS - portal nacional de seguros