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Acordo de Paris será cumprido sem dúvida, diz secretário do MME

Postado em 25 de Julho de 2019

O Brasil vai cumprir as metas de redução de emissão de gases do Acordo de Paris, disse o secretário de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Reive Barros, na abertura do evento Fórum Abinee Tec, nesta terça-feira.

Pelo tratado, o Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025 em relação aos níveis de 2005. Até 2030, a redução deve ser de 43%.

Barros destacou as mudanças previstas na matriz energética do país, que deve sair de 85% renovável para 78% de fontes renováveis até 2027. Parte disso deve acontecer com a conclusão de obras de grandes hidrelétricas, e também pela perspectiva de maior uso de gás natural, que deverá sair de uma faixa de 8,1% da matriz para 11% da capacidade total instalada no país.

O secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, André França, destacou que um dos principais focos da sua pasta está nos problemas ambientais urbanos, como acesso a água e esgoto tratados, e também a gestão de resíduos sólidos.

“Temos que encarar problemas ambientais urbanos, onde a maior parte da população vive”, disse França no evento. Segundo ele, a proposta, que visa atrair investimentos para esses setores, é "ousada", e depende da previsibilidade das regras e condições adequadas para o mercado.

Para Barros, a geração de energia a partir de resíduos sólidos urbanos é importante dos pontos de vista energético e também ambiental, mas é preciso encontrar uma alternativa para viabilizar a contratação desses empreendimentos de forma competitiva.

"Temos tecnologia e necessidade do ponto de vista ambiental de implementar a fonte, o único desafio é a comercialização dela", disse Barros. Segundo ele, a geração a partir de resíduos sólidos urbanos não consegue competir em leilões. "Precisamos nos debruçar sobre isso e encontrar uma forma, e aí Estados e municípios têm papel importante", afirmou.

Os governos estaduais e municipais precisam encontrar alternativas, já que a energia vai trazer benefícios e também há os ganhos ambientais, disse ele.

 


Fonte: Valor Econômico