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Acordo de Tonon e Raízen depende de pré-condições

Os credores da Tonon, que está em recuperação judicial, aceitaram na sexta-feira a proposta de aquisição de duas usinas da empresa, por R$ 823 milhões, feita pela Raízen Energia. As unidades estão em Bocaina e Brotas, em São Paulo. Os credores querem, no entanto, que pré-condições impostas pela Raízen para a conclusão do negócio sejam deixadas de lado. A Raízen tem 21 dias para responder se aceita ou não.
 
O Valor apurou que uma das pré-condições envolve o repasse aos atuais sócios da Tonon da responsabilidade de renegociar os contratos de fornecimento de biomassa de cana para Rhodia e Brookfield, que administram as unidades de cogeração das usinas negociadas. Os contratos preveem entrega de biomassa em troca de uma parcela da energia cogerada com prazos até 2042.
 
O Valor apurou que a Tonon não está cumprindo os termos da entrega de biomassa desde o ano passado. Com isso, Rhodia e Brookfield querem renegociar as condições de entrega. A Raízen Energia quer que a atual administração da Tonon, que permaneceria com a Usina Vista Alegre (localizada em Maracaju) após o leilão das duas unidades, fique responsável pela renegociação.
 
Procurada, a Raízen afirmou, em nota, que "a aquisição do grupo Tonon é um importante passo para a companhia (...). Trata-se de um grupo bastante respeitável e tradicional do setor, com duas unidades estrategicamente localizadas próximas às suas áreas de atuação, que permitirá acesso a mais de 60 hectares de áreas cultiváveis e com expectativa de moer 4,9 milhões de toneladas de cana por ano. Aguardamos agora os trâmites legais para dar continuidade ao processo". 

Fonte: Valor Econômico