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Açúcar bruto avança na ICE com valorização do real; café arábica cai após máximas

Os contratos futuros do açúcar bruto na ICE subiram nesta quarta-feira, enquanto os preços do café arábica tiveram ganhos iniciais, embora fechando o pregão com variação negativa, recebendo suporte da força da moeda do Brasil, um dos principais produtores mundiais das duas commodities.

O real tem subido contra o dólar norte-americano nesta semana sob influência do avanço do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na corrida à Presidência da República. O primeiro turno acontece no domingo.

A valorização da moeda brasileira torna as commodities atreladas ao dólar menos atraentes em outras moedas.

O contrato março do açúcar bruto ganhou 0,16 centavo de dólar, ou 1,3 por cento, a 12,23 centavos de dólar por libra-peso, depois de subir para uma máxima em 3 meses e meio de 12,38 centavos de dólar.

Operadores destacaram que as políticas de Bolsonaro, se eleito, podem dar mais suporte ao setor de etanol do que as do seu principal rival, Fernando Haddad, do PT. A cana-de-açúcar é usada tanto na produção de etanol quanto de açúcar no Brasil.

“Isso é um fator altista para o mercado; uma mudança fundamental em como eles usam o açúcar”, disse James Cordier, presidente da Option Sellers.

O açúcar branco para dezembro subiu 5,20 dólares, ou 1,6 por cento, para 338,70 dólares por tonelada, tendo um pico de 341,90 dólares durante a sessão, uma máxima em 2 meses e meio.

O contrato dezembro do café arábica cedeu 1,05 centavo de dólar, ou 1 por cento, a 1,066 dólar por libra-peso, depois de avançar para 1,1080 dólar, máxima do contrato em quase dois meses.

A Colômbia produziu 1,05 milhão de sacas de 60 quilos de café arábica em setembro, uma queda de 14,5 por cento ante igual mês em 2017, disse a Federação Nacional de Cafeicultores.

“A temporada de floradas está começando bem no Brasil. Fundamentalmente, ainda haverá muita oferta nos próximos 12 meses”, disse Cordier.

O café robusta para novembro caiu 16 dólares, ou 1 por cento, para 1.588 dólares por tonelada, após tocar 1.617 dólares, a máxima desde 30 de agosto.

(Por Renita D. Young e Nigel Hunt)


Fonte: Reuters