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Açúcar bruto toca mínimas de contratos na ICE

Postado em 27 de Abril de 2020

Os preços do açúcar bruto na ICE recuaram para os menores níveis em um ano e meio nesta quarta-feira, com os vencimentos para maio e julho atingindo mínimas de contrato, diante de temores de que a pandemia de coronavírus afetará a demanda e de apostas de que a queda nos preços do petróleo fará com que usinas de cana do Brasil produzam mais açúcar e menos etanol.

O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,38 centavo de dólar, ou 3,6%, a 10,04 centavos de dólar por libra-peso, menor nível desde setembro de 2018.

“O açúcar parece ser o que mais sofre com a crise global, mais do que qualquer outra commodity agrícola”, disse um operador. Ele citou o “golpe duplo” da expectativa de redução na demanda global e do aumento de produção no Brasil, o que reduz as chances de um novo déficit em 2020/21.

O açúcar também é pressionado pelo enfraquecimento do real, o que tende a fazer com que exportadores brasileiros vendam commodities precificadas em dólar, uma vez que os retornos aumentam nos termos da moeda local.

“Nós estamos neste momento sob a influência de preços mais baixos do petróleo e do enfraquecimento do real ante o dólar para cerca de 5,25, o que parece estar encorajando os vendedores a voltar ao mercado, com sinais de precificação por produtores no curto prazo, antes de o contrato maio expirar no final deste mês”, disse Jon Whybrow, analista da trading Czarnikow.

O açúcar branco para maio recuou 11,10 dólares, ou 3,1%, para 342 dólares por tonelada, embora as perdas tenham sido limitadas pela disrupção das exportações e cadeias de oferta devido ao “lockdown” na Índia, levando consumidores a formar estoque.


Fonte: Reuters