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Açúcar Cai 9% em Março

O Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, para o estado de São Paulo, teve média de R$ 77,48/saca de 50 kg em março, a menor da safra 2016/17, em termos reais (IGP-DI de fev/17) e queda de 7% em relação à do mês anterior (R$ 83,22/sc). No acumulado de março, o Indicador caiu 9%, fechando a R$ 74,00/sc no dia 31.
O Indicador de açúcar cristal ESALQ/BVMF – Santos também acumulou queda em março, de 10%, fechando a R$ 73,50/sc no dia 31. A média mensal do Indicador foi de R$ 76,73/sc, 6,3% inferior à de fev/17 (R$ 81,84/sc) e 0,6% abaixo da de março/16 (R$ 77,18/sc), em termos nominais.

A pressão veio da maior flexibilidade de venda de algumas usinas, que pretendiam liquidar estoques. Além disso, parte das unidades já vinha processando a cana da nova temporada. Na última semana de março, usinas do Centro-Sul do País iniciaram oficialmente a moagem da safra 2017/18.

Já considerando-se toda a temporada 2016/17 (do início de abril 2016 ao final de março de 2017), o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal teve média de R$ 87,28/sc, a maior, também em termos reais, desde a safra 2012/13 e 25,5% acima da registrada na safra anterior; na 2011/12, o valor médio real foi de R$ 88,53/sc. Os maiores patamares se devem, em grande parte, aos aumentos das cotações internacionais, devido às estimativas de déficit global. As valorizações do cristal ocorreram mesmo diante da maior oferta no Brasil.
No acumulado da safra (de 1º de abril de 2016 a 16 de março de 2017), a produção de açúcar avançou 15% na região Centro-Sul e 13,2% em São Paulo, em relação a igual intervalo da temporada anterior, totalizando 35,4 milhões de toneladas e 24 milhões de toneladas, respectivamente, de acordo com relatório da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Na média do estado de SP, 53,1% da cana foi destinada à fabricação de açúcar nesta safra, ante os 47,9% da passada.

No Nordeste, os preços também seguiram em queda em março e a demanda, retraída. Apesar de um maior número de usinas ter encerrado os estoques, compradores continuaram adquirindo o adoçante de forma pontual. Segundo agentes de mercado, esse cenário tem sido influenciado pelo início da safra no Centro-Sul e pela queda das cotações externas. Em março, o Indicador mensal do açúcar cristal CEPEA/ESALQ em Pernambuco foi de R$ 90,11/sc, queda de 3,1% em comparação com fevereiro e de 6,2% sobre março/16, em termos nominais. Em Alagoas, o Indicador mensal foi de R$ 91,96/sc de 50 kg, respectivas quedas nominais de 1,2% e de 4,1%. Na Paraíba, o Indicador mensal do cristal CEPEA/ESALQ foi de R$ 73,97/sc, baixas de 4,2% e de 6,9%, também em termos nominais. Em março/16, este Indicador passou a ser divulgado sem ICMS (até fev/16, incluía valores com 12% ou 18% de ICMS, dependendo do destino do açúcar), a pedido do Sindálcool - PB.

O mercado internacional do açúcar demerara também registrou quedas em março. O contrato Maio/17, primeiro vencimento na Bolsa de Nova York (ICE Futures), recuou 12,8% no acumulado do mês, fechando na casa dos 16 centavos de dólar por librapeso, patamar que não era observado desde maio/16. Nas últimas semanas de março, a Associação de Usinas de Açúcar da Índia reduziu a estimativa de consumo doméstico, sem sinalizar necessidade de importação do produto. Esse cenário foi na contramão das expectativas de alguns players, que, desde o início deste ano, esperavam por redução nos impostos das importações do maior consumidor mundial de açúcar. Além disso, o início da safra brasileira e as boas condições climáticas também pressionaram o mercado externo.

Cálculos do Cepea indicaram que as vendas internas do açúcar remuneraram, em média, 8,7% a mais que as externas em março. Esse cálculo considera o valor médio do Indicador CEPEA/ESALQ e do vencimento Maio/17 do Contrato nº 11 da Bolsa de Nova York (ICE Futures), prêmio de qualidade estimado em US$ 89,60/tonelada e custos com elevação e frete de US$ 63,65/t.

Segundo a Secex, as exportações de açúcar bruto (VHP) totalizaram 1,14 milhão de toneladas em março, volume 26% menor que o de fev/17 e 31% inferior ao de mar/16. Em relação ao açúcar branco, foram exportadas 451,7 mil toneladas, volume 60,3% superior ao de fev/17 e 4,7% maior que o de mar/16. O preço médio do açúcar bruto exportado foi de R$ 1.396,10/t em março/17, respectivas altas de 7,3% e de 27,9%. Para o açúcar branco, o preço médio foi de R$ 1.549,10/t, queda de 2,1% sobre fev/17, mas aumento de 28% frente a mar/16. A receita com a exportação de açúcar foi de R$
 
 


Fonte: Cepea