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Nova York já precificou menos açúcar e leve alta é especulação sobre as baixas

A queda da 5,5% na produção de açúcar na segunda quinzena de julho não é o fator principal da alta da commodity em Nova York, que continua no fundo do poço. Os dados de produção divulgados pela Unica, que reúne os produtores do Centro-Sul, não trazem novidades para uma safra mais alcooleira e que já precificou o mix maior para o biocombustível.

A qualidade "péssima" do ATR, segundo Martinho Ono, CEO da SCA Trading, ajudou, tanto quanto a possível abertura do período de declínio da produção, com o mercado aproveitando para comprar na baixa, isso sim, e tentar fazer o alimento subir acima dos 12 ou pouco mais, 12.30 cents de dólar por libra-peso nas próximas semanas.

Há dois dias o açúcar despencou para 11,34 c/lp e trouxe o prêmio para o etanol hidratado na casa dos 28% contra outubro na ICE Futures, como Money Times refletiu

Nesta sexta, para fechar a semana, com o açúcar saindo a 11.86 c/lp ( 43 pontos), Ono registra arbitragem de 25/26% para o hidratado e em torno de 21% para o anidro. Ainda está mostrando maior remuneração do etanol sobre o açúcar.

Mesmo com a chegada logo mais da queda sazonal da produção (apesar da moagem atrasada), típica no último terço da safra, não é fundamento para sustentação a altas mais fortes do açúcar. A safra indiana de 30 milhões de toneladas, mais subsídios já anunciados para os exportadores, neutralizam qualquer quebra maior no Brasil.

A produção de açúcar na segunda quinzena 2,478 milhões de toneladas, sobre igual período de 2018, veio sobre uma moagem 4,25% maior, enquanto a produção de etanol superou os 2,6 bilhões de litros. Ganho de quase 1%.

"Achei a saída de etanol ótimas", diz Martinho Ono. O que garante a forte demanda e vai ajudando carregar alguma sobra para a entrada na finalização da safra.

 


Fonte: Money Times