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Açúcar e carnes devem impulsionar exportações brasileiras aos países árabes

As perspectivas para as exportações brasileiras do agronegócio aos países árabes em 2018 são de expansão, afirma Osmar Chohfi, vice-presidente de Relações Internacionais da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. “Esperamos uma expansão do comércio de açúcar e proteína animal, principalmente”, disse ele ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Para Chohfi, o crescimento demográfico e do poder aquisitivo dos países naquela região é que o deve impulsionar essa pauta de exportação. “Atualmente, mais de 50% da população desses países tem menos de 30 anos”, acrescentou.

De janeiro a novembro deste ano, a exportação de açúcar do Brasil para os países árabes cresceu 36,25%, para U$S 4,27 milhões. Os embarques de carne de aves avançaram 6,1%, na mesma base de comparação para US$ 2,46 milhões. Os dados são da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira que representa 22 países. As exportações brasileiras totais a estes países somaram US$ 12,5 bilhões entre janeiro e novembro. O resultado representa aumento de 21,66% em relação ao mesmo período de 2016.

O vice-presidente salientou que o Brasil deve se manter como um dos principais fornecedores de carne halal – produzida seguindo preceitos muçulmanos. “As indústrias brasileiras estão em constante treinamento para este tipo de produção”, observou. Chohfi acredita que os efeitos da Operação Carne Fraca da Polícia Federal ficaram para trás e que a confiança dos árabes nos produtos brasileiros foi completamente restaurada. “Fornecemos todas as informações necessárias aos governos e empresas árabes e isso já ficou no passado”, garantiu.

 

A Câmara Árabe-Brasileira promoveu nesta sexta-feira o Encontro Empresarial Brasil-Egito para discutir formas de ampliar o comércio bilateral entre as duas nações. O Egito é atualmente o terceiro maior mercado dos produtos brasileiros no mundo árabe. As exportações para o país do Norte da África somaram em 2016 US$ 1,7 bilhão.

Outro objetivo do encontro foi avaliar o acordo de livre comércio Mercosul-Egito, referendado em 2016. Há oportunidades nas áreas de alimentos, na qual o Brasil é competitivo, fertilizantes e de têxteis, uma especialidade egípcia. O acordo de livre comércio Mercosul-Egito deve ampliar e facilitar os negócios entre os países. Uma das apostas é a importação de fertilizantes pelo Brasil. O crescimento da safra de soja brasileira deve favorecer as importações do produto.


Fonte: Estadão Conteúdo