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Açúcar fecha 1º tri com queda de 20%, pressionado pelo petróleo

Postado em 1 de Abril de 2020

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em baixa nesta terça-feira, terminanedo o primeiro trimestre com perdas de 20%, diante de temores de que as quedas nos preços da energia façam com que usinas do Brasil destinem mais cana à produção do adoçante, em detrimento do etanol.

O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,31 centavo de dólar, ou 2,9%, a 10,42 centavos de dólar por libra-peso, o que assegurou perdas de mais de 20% no acumulado do primeiro trimestre.

Duas das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil –Raízen e BR Distribuidora– afirmaram na segunda-feira que estão reduzindo a quantidade de etanol a ser comprado de fornecedores locais, para que se ajustem à queda na demanda em meio ao lockdown pelo coronavírus na maior economia da América Latina.

Operadores estão dobrando as apostas de que o Brasil vai ampliar a fabricação de açúcar, deixando de lado temores de que as medidas de isolamento possam causar escassez de mão de obra que interrompam eventualmente a produção.

“Se a safra brasileira for comprometida na tentativa de se produzir açúcar e evitar o etanol, o mercado do açúcar sentirá uma ruptura”, disse um operador nos Estados Unidos.

O açúcar branco para maio recuou 3 dólares, ou 0,9%, a 353,10 dólares por tonelada.


Fonte: Reuters