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Açúcar: INTL FCStone reverte previsão de superávit global para déficit de 700 mil t em 2018/19

Pela primeira vez na safra global 2018/2019 de açúcar, a INTL FCStone avalia que o saldo entre oferta e demanda da commodity deverá ser negativo. A consultoria chegou a estimar um superávit de 7,2 milhões de toneladas no período entre outubro de 2018 e setembro de 2017, mas reduziu sucessivamente o saldo positivo para até 1 milhão de toneladas na previsão de novembro e, agora, aposta em um déficit de 700 mil toneladas. Na safra anterior, houve um superávit de 9,4 milhões de toneladas.

A oferta total deve recuar 4,3% entre a safra passada e a atual, de 193,1 milhões de toneladas para 184,9 milhões de toneladas. Na previsão anterior, a oferta estimada era de 186,7 milhões de toneladas. Já a demanda prevista foi mantida em 185,7 milhões de toneladas entre as estimativas de novembro e de hoje, 1,1% superior à de 2017/2018, de 183,7 milhões de toneladas.

"Os últimos meses foram decisivos para a safra de açúcar em vários importantes países produtores. A finalização da colheita e do processamento da beterraba na Europa e nos Estados Unidos, bem como o início das atividades nos canaviais de grandes produtores da Ásia, como Índia, Tailândia e Paquistão, reforçaram o contexto de piora nas perspectivas produtivas para o ciclo atual", relatou o analista João Paulo Botelho, a INTL FCStone.

A consultoria reduziu a estimativa de produção de açúcar na Índia em 2018/2019 de 31 milhões de toneladas para 30,2 milhões de toneladas em açúcar branco equivalente, queda de 6,5% sobre as 32,3 milhões de toneladas de 2017/2018. As chuvas abaixo da média, a praga conhecida como larva branca e políticas de incentivo ao etanol são as principais causas na restrição da oferta naquele país.

Entre as baixas na oferta em outras grandes regiões produtores destaques para retrações de 5,1% no Centro-Sul do Brasil, para 27,6 milhões de toneladas; na União Europeia, de 12,4%, para 17,1 milhões de toneladas; e de 7% na Tailândia, para 14 milhões de toneladas. "Desta forma, os estoques devem cair para 80,3 milhões de toneladas, fazendo com que a relação entre estoque e uso atinja 43,2% - queda de 1,1 ponto percentual ante à revisão de novembro", concluiu a consultoria.

Por Gustavo Porto

 

 

 


Fonte: Broadcast Agro