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Açúcar renova fraqueza de fundamentos em dia de maior aversão ao risco

Postado em 11 de Maio de 2020

O açúcar começou a semana sem novo suporte de alta. Já não vinha também aproveitando as últimas elevações do petróleo. E nesta segunda (11) o barril tipo Brent voltou para a tabela negativa, o que realimenta o afundamento dos futuros da commodity na ICE Futures (Nova York).

Faltando pouco para o encerramento do pregão, e dando sequência há dias de queda, caminha para ficar próximo dos 10 centavos de dólar por libra-peso e mais longe do 11 c/lp, que quase ameaçou no início do mês. O vencimento julho recua mais de 1,65%, a 10,12 c/lp, valor que só remunera o resto que falta para o Brasil fixar no exterior graças ao fator cambial, com a moeda americana apreciada

O cenário internacional voltou a ficar mais preocupante, com novos casos de coronavírus na China e Coreia do Sul, e inclusive na Alemanha, número recorde de desempregados nos Estados Unidos (33 milhões de pessoas desde a segunda quinzena de março) e o temor de que novos programas de ajuda contra crise não serão suficientes.

Aumentaram a aversão ao risco e anularam o anúncio de que a Arábia Saudita vai cortar 1 milhão de barris de petróleo de sua produção. A relativa melhora no consumo em várias partes do mundo com a parcial liberdade dada nos isolamentos também está sendo ignorada em Londres.

Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, recorda igualmente de que os fundamentos próprios do açúcar não ajudam. A oferta brasileira está aumentando – além oferta da safra do Centro-Sul, há a fuga da produção de mais etanol, também limitando qualquer força -, a da Índia cai menos do que o esperado e a safra da Tailândia cai no ciclo atual, mas volta a crescer no próximo.

“Tudo normal”, brinca Muruci.

Por Giovanni Lorenzon


Fonte: Money Times