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Açúcar sobe quase 3% na ICE por preocupação com Índia e Brasil

Postado em 23 de Setembro de 2020

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE avançaram quase 3% nesta terça-feira, apesar da alta nos preços do petróleo e da desvalorização do real, com operadores citando temores em relação às safras dos dois maiores produtores globais.

O contrato outubro do açúcar bruto fechou em alta de 0,34 centavo de dólar, ou 2,7%, a 12,89 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir o maior nível desde 24 de agosto.

Operadores e analistas mencionaram preocupações com as safras dos dois maiores produtores globais, Índia e Brasil, além de dúvidas a respeito dos subsídios para exportações no país asiático. O problema indiano é o excesso de chuvas, enquanto entre os brasileiros há preocupações com o oposto.

"Continua havendo preocupações a respeito dos atrasos na colheita da Índia, e ainda há sinais de que o governo está discutindo o que fazer com sua política agrícola –incluindo o que fazer com o açúcar”, disse um corretor nos Estados Unidos.

A trading britânica Czarnikow alertou para a seca e os incêndios relatados em áreas canavieiras do Brasil, o que pode afetar a produção local.

O analista Matheus Costa, da corretora StoneX, afirmou que os incêndios podem prejudicar a produção futura quando ocorrem em áreas já colhidas e onde a cana crescia para a safra 2021.

O açúcar branco para dezembro avançou 5,00 dólares, ou 1,4%, para 371,80 dólares a tonelada.

 


Fonte: Reuters