Clipping

Açúcar: volume superavitário, a partir da Ásia, não sustentará ralis modestos de altas

Postado em 23 de Setembro de 2020

Os contratos do açúcar positivos na bolsa de commodities de Nova York não tiram do cenário a tendência de a curva voltar a ficar para baixo. A safra da Ásia ainda por começar e o esfriamento do petróleo testam apenas altas residuais, mostrando o tom cauteloso e de poucos participantes comprados.

No frigir dos ovos, com a chegada da colheita da Índia e da Tailândia, a partir do mês próximo, somada a outros fundamentos, os futuros até para 2021 devem voltar rondar o teto aproximado dos 12.50 centavos de dólar por libra-peso, acredita Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado.

Nesta quarta (23) já perderam força sobre os 30 pontos da véspera e lutam para segurar os 13.47 c/lp (março) e 13.23 (maio), ao redor das 12h15 (Brasília).

O que o mercado vê, entre aqueles que acreditam nos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é Índia entrando com 35 milhões de toneladas, sobre as 26 milhões/t da safra passada. E uma safra passada, que, mesmo menor, acabou deixando estoques de 16 milhões/t para a atual entressafra.

“O consumo caiu muito com a pandemia e só o PIB da Índia foi quase 24% menor, no segundo trimestre, o maior recuo mundial”, destaca.
Junto, vem a intenção das indústrias locais, pressionando por ajuda governamental para exportarem 6 milhões/t, contra as 4 milhões/t desse período que termina.
Sobra ainda a Tailândia, complementa Muruci, com previsão de colher 12 contra 8 milhões/t, igualmente segundo o USDA. E até a China vai produzir mais açúcar. E com o Brasil sinalizando, a partir de março/abril de 21, nova temporada mais açucareira, esperando pouco mais do etanol sobre 2020, porém bem abaixo do que foi 2019.

 


Fonte: Money Times