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AGCO desiste de negócio com a Kepler

A americana AGCO, uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, com receita líquida de US$ 7,4 bilhões no ano passado, desistiu de adquirir a participação de 34,93% do capital social da gaúcha Kepler Weber. Em comunicado enviado ao Banco do Brasil e divulgado na terça-feira pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a múlti informou que a rescisão do contrato de aquisição decorreu do não cumprimento de condições precedentes acordadas entre as partes.
Da fatia que a AGCO pretendia adquirir, 17,45% são de titularidade do Banco de Investimento, subsidiária integral do Banco do Brasil, e 17,48% da Previ, fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil. A compra da participação na Kepler Weber, fabricante de silos e equipamentos para armazenagem de grãos que registrou receita de R$ 475,3 milhões em 2016, havia sido anunciada por R$ 578,9 milhões (US$ 185 milhões).
O negócio com a Kepler era encarado como fundamental para a AGCO avançar na América Latina. Em entrevista recente ao Valor, o diretor de relações com investidores da companhia, Greg Peterson, afirmou que a aquisição de fato permitiria o crescimento da empresa na região. Da receita da americana em 2016, 12,4% teve origem na América do Sul, enquanto 24,4% vieram da América do Norte.
Na ocasião, Peterson disse que o fato de a Kepler ser "muito bem-sucedida no Brasil, com uma linha muito forte de produtos", ajudaria a AGCO a impulsionar os negócios em outros países da região, sobretudo a Argentina. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já havia aprovado, sem restrições, a transação. Mas a negociação estava sujeita a uma Oferta Pública de Ações (OPA) para aquisição de pelo menos 65% do capital votante da Kepler Weber. A AGCO tinha intenção de fechar o capital da brasileira.

Fonte: Valor Econômico