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Agronegócio não emplaca na safra de IPOs em 2020

Postado em 22 de Dezembro de 2020

Apesar de 2020 ter sido um dos anos com a maior safra de IPOs na história, nenhuma empresa do agronegócio concretizou a abertura de capital.

Em meio à euforia com o momento, seis companhias do ramo solicitaram registro na CVM para realizar uma oferta pública inicial de ações, contudo, não levaram a ideia adiante.

Atualmente, as 28 empresas do setor listadas na Bolsa somam cerca de R$150 bilhões, um valor ainda muito pequeno em comparação aos demais. Isto porque, a capitalização global do Ibovespa está na ordem de R$4 trilhões.

Ademais, no agronegócio, apenas as gigantes JBS, Cosan, BRF e Marfrig valem mais de R$10 bilhões, o que representa muito pouco de um setor que é responsável por 20% do PIB brasileiro.

Nesse sentido, se destaca a situação da GranBio, uma empresa que atua no mercado de etanol celulósico. Os dirigentes iniciaram os trâmites para a IPO, mas suspenderam o processo no início de novembro e decidiram fazer uma oferta de ações com esforços restritos.

Da mesma forma, as companhias Oleoplan, CTC, Vittia Fertilizantes, Boa Safra e Jalles Machado também protocolaram pedidos na CVM.

Contudo, nenhuma delas deu continuidade aos procedimentos para a abertura de capital, aguardando o melhor momento para fazê-lo.

Por isso, os empresários estão confiantes que 2021 será um ano importante para o agronegócio e para o avanço das IPOs do setor.

É importante destacar que algumas operações devem decolar já no primeiro bimestre de 2021. A sucroalcooleira Jalles Machado e a sementeira Boa Safra devem concluir a abertura de capital neste período, uma vez que já iniciaram os processos.

A Biotecnologia do Agronegócio deve chegar à B3 em 2021
As primeiras empresas de biotecnologia que devem se listar na B3 podem ser do setor de agronegócio. Isto porque, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e a GranBio demonstraram interesse em realizar uma IPO em 2021.

Acima de tudo, as duas empresas nasceram em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para dar competitividade ao setor. Ambas trabalham os aspectos ambientais, sociais e de governança, o que tende a atrair os investidores mais atentos às melhores práticas.

 

Assessoria de Comunicação

 


Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo