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Álcool 70% fabricado por usinas de cana-de-açúcar no Centro-Sul começa a ser levado aos estados

Postado em 25 de Março de 2020

Produção foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após escassez causada por pandemia de coronavírus. Um milhão de litros serão doados a RJ, ES, SP, SC, PR e RS.

O álcool 70% produzido por usinas associadas à União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) para ser doado a seis estados começou a ser distribuído nesta terça-feira (24). O produto vai ser usado na limpeza de hospitais e na fabricação de álcool em gel, item escasso devido à pandemia do novo coronavírus.

A produção teve início na sexta-feira (20) após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O transporte da carga será feito em parceria com a Associação Brasileira de Transporte Logístico de Produtos Perigosos (ABTLP) e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). No total, um milhão de litros serão doados.

A mesma iniciativa tem sido adotada por outras usinas de etanol e açúcar não ligadas à Unica, a exemplo das indústrias de Goiás.

Nesta terça-feira, o primeiro caminhão deixou uma usina em Sertãozinho (SP), na região de Ribeirão Preto, e seguiu carregado para o Espírito Santo.

No estado de São Paulo, 250 mil litros do produto serão entregues diretamente às secretarias de saúde. “Já sai envazado e sai para 17 regiões administrativas do estado. Os quartéis do Corpo de Bombeiros serão transformados em centros de distribuição e, dali, para os municípios menores”, diz o presidente da Unica, Evandro Gussi.

Segundo o presidente, já há encomendas para serem entregues em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro.

Nas regiões do país onde não há usinas, a Unica vai contar com a ajuda de universidades e laboratórios parceiros para fazer a distribuição.

A diferença entre o álcool 70% e o etanol é o tempo de evaporação. O etanol do posto de combustível não resiste tempo suficiente para matar vírus e bactérias, e também não é recomendado porque pode colocar a saúde em risco.

“Ele pode causar dermatite, ressecamento e agravar qualquer tipo de doença que a pessoa pode ter relacionada à pele. Ele precisa passar por um processo correto de diluição”, diz o gerente de qualidade Tiago Fernando Solano.


Fonte: Portal G1 - EPTV1