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Após altas infestações de broca, usina aposta em inseticida sistêmico para “blindar” a cana dos ataques

Postado em 30 de Novembro de 2020

Após enfrentar uma das piores estiagens dos últimos anos, o Centro-Sul do país voltou a registrar precipitação nas últimas semanas. Quem aguardava ansiosa por esse retorno é a cana-de-açúcar, que terá seu desenvolvimento acelerado nos próximos meses, devido ao aumento de umidade, intensidade luminosa e temperatura.

No entanto, essas mesmas características também favorecem a ocorrência da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), considerada como uma das principais pragas que afetam o sistema de produção de cana-de-açúcar brasileiro. Embora possa ser encontrada durante todo o ano, os maiores níveis populacionais têm sido identificados durante a primeira e o verão, estações cujas condições climáticas são mais propícias ao seu desenvolvimento.

Com expressivos danos tanto à produtividade da cana quanto à qualidade dos colmos, os profissionais do setor devem deixar o alerta ligado ao longo dos próximos meses e agir ao menor sinal de infestação da broca. O manejo adotado deverá estar calcado em mais de uma ferramenta. Para especialistas, o manejo integrado é a melhor alternativa de combate, pois alia métodos culturais, químicos e biológicos para a obtenção de uma alta eficiência de controle.

Disponíveis em diversas formulações e modos de ação, os inseticidas seguem como a principal ferramenta dentro do manejo integrado da broca. Mas é importante que o produtor ou usina escolha um produto seletivo – não somente aos inimigos naturais, como também aos insetos benéficos -; que possua alto poder inseticida  - entregando eficiência de controle em doses muito baixas do ativo –; e que seja sistêmico, ou seja, com capacidade de se movimentar dentro da planta.

Principal inseticida do mundo e o segundo defensivo agrícola mais vendido do planeta – perdendo apenas para o glifosato -, o Altacor®, da FMC Agricultural Solutions, é considerado como a molécula ideal para o manejo de pragas, exatamente por possuir as três características citadas anteriormente.

O gerente de desenvolvimento de mercado para cana-de-açúcar da companhia, Leonardo Brusantin, destaca que, com o retorno das chuvas, a sistemicidade desponta como um fator decisivo no processo de escolha de um inseticida para o controle da broca. Ele explica que, durante o verão, tanto a cana como as populações de broca crescem mais rapidamente. Caso um inseticida não sistêmico seja aplicado via foliar neste período, o ativo não será translocado para as partes novas da cana folhas mais novas, deixando-as desprotegidas contra o ataque da praga. Levando em consideração que é nessa região que a broquinha jovem faz seu orifício de entrada na cana, as mariposas preferem fazer a postura de ovos exatamente nessa folhas mais novas, a presença da sistemicidade no inseticida se torna ainda mais relevante.

“Por contar com essa característica, o Altacor® garantirá um longo residual e, consequentemente, irá controlar a praga por um maior período de tempo, ao passo em que as outras diamidas ou fisiológicos presentes no mercado irão perdendo gradativamente o nível de controle, por não haver mobilidade desses produtos na planta.”

Brusantin ressalta que o Altacor® também pode ser utilizado em aplicação no solo. Semelhantemente a aplicação foliar, o ativo irá se movimentar dentro da planta - do ponto de onde foi feita a aplicação, para cima -, “blindando-a” do ataque da broca. De acordo com o profissional da FMC, o controle via aplicação no solo será mais eficiente quanto mais umidade estiver presente. “No caso de restrição hídrica, o produto ficará no solo até que a umidade seja reestabelecida. Neste momento, o Altacor® será absorvido pela planta, iniciando o controle da praga.”

Com duas unidades agroindustriais no Mato Grosso do Sul e uma em Minas Gerais, a Adecoagro aposta no Altacor® para o controle da broca-da-cana, principalmente por sua ação sistêmica. Jadson Batista da Silva, supervisor de tecnologia da companhia, explica que o produto é posicionado logo nas primeiras aplicações, principalmente em períodos chuvosos. “Esse posicionamento tem contribuído para a obtenção de excelentes resultados no controle de broca em nossa empresa, que vem registrando um Índice de Infestação Final (IIF) de apenas 1,5%.”

 


Fonte: CanaOnline