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Aprovado plano de recuperação da Renuka do Brasil

Os credores da Renuka do Brasil aprovaram em assembleia nesta quarta-feira o novo plano de recuperação judicial da companhia, que prevê o leilão da Usina Revati, em Brejo Alegre (SP). O plano foi aprovado pelos credores que respondem pela maior parte dos valores devidos pela companhia. No voto por cabeça, porém não houve maioria entre os credores com garantia real. A expectativa de pessoas envolvidas no processo é que o juiz responsável pelo caso homologue o plano mesmo assim. 

Entre os credores que votaram contra o novo plano está o BNDES, que já foi o responsável no passado pelo impedimento do leilão de ativos da companhia porque detinha garantias vinculadas aos imóveis.

O advogado Marcus Matteucci, do Felsberg Associados, que representa os sócios minoritários da Renuka do Brasil, avalia que dificilmente o BNDES irá questionar o leilão, já que suas garantias estão relacionadas à Usina Madhu, de Promissão (SP), e não à Revati. Uma fonte, que preferiu não se identificar, ressaltou também que o banco estatal desta vez teve direito a voto na assembleia.

Também votaram contra outros bancos, como o Bradesco e o ING, além de transportadoras, segundo a mesma fonte.

A aprovação foi mais uma etapa no longo processo de recuperação da sucroalcooleira – controlada pela indiana Shree Renuka Sugars – que se arrasta há três anos. A dívida da companhia envolvida na recuperação está hoje em cerca de R$ 3 bilhões, de acordo com fonte a par do processo.

O modelo do novo plano foi negociado com a gestora americana Castlelake, maior interessada na aquisição da Usina Revati. A gestora já havia pedido habilitação para participar do leilão convocado no primeiro semestre do ano e que acabou sendo cancelado após questionamentos na Justiça. Segundo fontes, mais dois fundos abutres também devem participar do leilão.

A íntegra da matéria sobre o plano de recuperação da empresa está em www.valor.com.br/u/5785021

Por Camila Souza Ramos


Fonte: Valor Econômico