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Assembleia de credores da Renuka do Brasil aprova venda da Usina Revati

A Renuka do Brasil aprovou, em assembleia de credores realizada na segunda-feira, 22, o aditamento ao plano de recuperação judicial que prevê a venda da Usina Revati, em Brejo Alegre (SP). A decisão encerra quatro meses de esforços por um acordo que compensasse o cancelamento do leilão da Usina Madhu, em Promissão (SP), em janeiro.

De acordo com uma fonte ouvida pelo Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), apenas a Classe 2, composta por credores com créditos assegurados por direitos (garantia real), votou contra o documento, mas a empresa se valeu do mecanismo de cram down, onde o voto da maioria é o que vale, para garantir a aprovação. A homologação na Justiça deve ocorrer entre 20 e 30 dias.

O processo de recuperação judicial da Renuka do Brasil se arrasta desde outubro de 2015. No ano passado, os credores aprovaram um plano que previa a venda da Usina Madhu. A unidade foi a leilão em dezembro por R$ 700 milhões, mas não atraiu interessados. Para janeiro estava previsto outro leilão, com lances livres, só que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pediu a suspensão do pregão, por ser titular das garantias hipotecárias. Desde então, a companhia vinha tentando marcar outras assembleias para tratar da situação da empresa, inclusive com uma proposta de leilão de venda de outra usina, a Revati.

A Revati, que tem capacidade instalada para moer 4 milhões de toneladas de cana por safra, deve ser leiloada como uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), ou seja, sem pendências para o comprador. Com o dinheiro a ser arrecadado em uma eventual venda, a Renuka do Brasil espera pagar 30% do crédito dos bancos. A dívida estimada da companhia supera R$ 2 bilhões.

Ambas as unidades da companhia podem processar mais de 10,5 milhões de toneladas de cana por temporada. Juntamente com a Renuka Vale do Ivaí, que tem duas usinas no Paraná, a Renuka do Brasil é controlada pela indiana Shree Renuka Sugars, que tem capital aberto na Bolsa de Mumbai, no país asiático.
 


Fonte: Estadão Conteúdo