Clipping

Atvos inova e utiliza VANTs para realizar topografia digital de suas áreas

Além de maior agilidade, o VANT também reduz os custos operacionais e permite a geração de um terreno 3D

“Um equipamento tão versátil e que traz tantas possibilidades poderia muito bem ser utilizado para mais do que simplesmente identificar falhas de plantio”, indagou o responsável pelo geoprocessamento de imagens do Grupo Atvos, Marcos Ferreira, que, após esse questionamento, começou a estudar outras possíveis aplicações para a tecnologia.

Foi então que o Grupo desenvolveu estudos para a realização de projetos topográficos com o auxílio de VANTs. Através da altimetria, seria possível fazer análises de solo e desenvolver projetos de sistematização. “Poderíamos alcançar um manejo mais sustentável do solo, visando maior produtividade e conservação do mesmo.”

No método convencional, há um menor detalhamento do projeto e uma elevação dos custos e do tempo da operação. Estima-se que, enquanto um topógrafo mapeia 10 hectares por dia, utilizando o método de medição antigo (de levantamento de altitude e longitude), um drone realiza 500 hectares no mesmo tempo. “Com apenas uma hora de voo, fazemos uma área que levaria de três a quatro dias para ser mapeada e liberada para sistematização”, afirma Ferreira.

Além de maior agilidade, o VANT também reduz os custos operacionais e permite a geração de um terreno 3D, possibilitando ao responsável pela geração do projeto de sistematização uma visualização real e muito mais precisa da área. “Essa tecnologia consegue gerar dados de curva e superficiais com maior precisão, diminuindo os riscos de erros na hora de fazer a gestão do projeto. Sem contar que essa nuvem de pontos entrega uma visualização real do terreno. Posso identificar visualmente alguma área da fazenda com problemas de erosão ou assoreamento, diagnóstico que passaria batido numa metodologia convencional.”

Recentemente, a Atvos investiu ainda mais na tecnologia. Adotou um sistema RTK (Real Time Kinematic ou Posicionamento Cinemático em Tempo-Real), que possibilitou realizar voos com sua coordena geográfica corrigida em tempo real, o que diminuiu ainda mais o tempo de operação e possibilitou trabalhar áreas de grande escala. Anteriormente, havia dependência de se trabalhar com pontos de controle em solo para fazer a correção manual da geografia da imagem.
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Fonte: CanaOnline