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Aumento de preços do açúcar e do etanol beneficiam Ebitda da Cosan, diz BofA

Postado em 16 de Novembro de 2020

A Comgás foi outra empresa da Cosan com um 'ótimo terceiro trimestre', segundo os analistas

O Bank of America (BofA) afirmou que o aumento do preço do açúcar e do etanol da subsidiária Raízen Energia levaram a Cosan a registrar um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização consolidado (Ebitda na sigla em inglês) de R$ 1,7 bilhão, 6% acima da estimativa do banco e 10% maior em relação ao mesmo período do ano passado.

Os analistas Isabella Simonato e Guilherme Palhares reiteraram que a Raízen se beneficiou da curta temporada de moagem e dos bons rendimentos, o que possibilitou entregar um “robusto” Ebitda ajustado de R$ 486 milhões, porém 10% abaixo da estimativa do banco de investimento e 15% superior ao mesmo período do ano de 2019.

O volume de etanol se recuperou em 78% no trimestre, em relação ao trimestre anterior, devido à demanda mais forte, enquanto as vendas de açúcar também aceleraram, beneficiadas pelos preços maiores, com alta de 22% na comparação anual, para R$ 1.406, dada a estratégia de hedge bem-sucedida da empresa.

A Comgás foi outra empresa da Cosan com um “ótimo terceiro trimestre”, de acordo com o BofA. A companhia registrou Ebitda de R$ 640 milhões, 4% acima da estimativa de Simonato e Palhares, quase igualando o desempenho de R$ 652 milhões do mesmo intervalo do ano passado.

O volume recuperou 34% no trimestre, impulsionado por uma maior demanda do setor industrial devido à reativação econômica. O volume residencial cresceu 6% no trimestre, uma vez que 121 mil clientes foram adicionados à rede de gás.

O BofA manteve recomendação de compra para os papéis da companhia, com preço alvo em R$ 78. Os analistas reiteram que os riscos para uma baixa do preço-alvo são: preços mais baixos do açúcar e do etanol; maior impacto do “lockdown” nas vendas; pagamentos de dividendos pelas subsidiárias menores do que o esperado e ambiente competitivo mais acirrado no setor de distribuição de combustíveis.

Por outro lado, apontaram os preços mais altos do açúcar e do etanol, a simplificação da estrutura corporativa e margens mais altas, como estimativa positivas.

(Com conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, o serviço de notícias em tempo real do Valor)

 


Fonte: Valor Econômico