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Bancos obtêm aval para ofertar crédito rural com juro mais baixo

Num cenário de juros em patamar mais baixo no país, o Conselho Monetário Nacional (CMN) voltou a permitir que linhas de crédito rural tenham taxas abaixo das definidas pelo Plano Safra 2017/18. Depois das linhas de custeio e comercialização, hoje foi a vez de Pronamp (linha voltada a médios produtores) e Funcafé (cafeicultura) serem contemplados pela benesse.
 
Pela nova regra aprovada na quinta-feira (19), a partir de 1° de novembro as linhas de financiamento do Pronamp poderão ser contratadas a taxas inferiores aos 7,5% estipulados pelo CMN em junho deste ano, quando o governo lançou o Plano Safra 2017/18.
 
 
Dessa data em diante, linhas do Funcafé também poderão ser contratadas com juros abaixo de 8,5% ao ano (caso das operações voltadas a capital de giro para indústrias de café solúvel e torrefação e para cooperativas de cafeicultores) e abaixo de 11,25% ao ano (aquisição de café).
 
Desde agosto, os bancos, principalmente os privados, vêm tentando reduzir as taxas de juros praticadas no crédito rural para atrair produtores rurais e agroindústrias, usando para isso sobretudo recursos captados por meio de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos financeiros isentos de Imposto de Renda.
 
A partir de setembro, após regulamentação pelo CMN, as instituições financeiras também passaram a reduzir juros de linhas do Plano Safra, que contam com recursos controlados pelo governo.
 
O CMN também definiu hoje que produtores e cooperativas poderão financiar, com recursos do Plano safra, máquinas, tratores, veículos, embarcações, aeronaves, equipamentos e implementos, desde que todos esse itens sejam novos. Equipamentos dessa lista que sejam usados não poderão ser financiados.
 
Por Cristiano Zaia

Fonte: Valor Econômico