Clipping

Biomassa abasteceria Ribeirão Preto por 14 anos

De janeiro a novembro deste ano, a fonte biomassa, da qual a cana tem, em média, 80% de participação, gerou 25.370 GWh para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Um novo levantamento da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), com base em dados preliminares da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), revela que este volume, 5% superior ao mesmo período em 2017, seria suficiente para “iluminar” residências da cidade de Ribeirão Preto (SP), com 694 mil habitantes, até 2032.

O gerente em Bioeletricidade da UNICA, Zilmar de Souza, ressalta os atributos estratégicos da biomassa para a produção de eletricidade ao longo do ano. Quase 92% dos 25.370 GWh ofertados pela fonte para a rede foram produzidos entre abril e novembro, período praticamente coincidente com a colheita da cana na região Centro-Sul e o mais seco para o setor elétrico, resultando em custos onerosos para o consumidor final.

Em novembro do ano passado, a bandeira tarifária estava vermelha e a energia armazenada nos reservatórios das hidrelétricas no Sudeste/Centro-Oeste estavam com menos de 18% de sua capacidade. Hoje, a bandeira é verde e os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estão com quase 26% de capacidade.

“São vários os fatores que permitiram essa situação um pouco menos preocupante para o setor elétrico. Neste contexto, a geração de energia pela biomassa, não intermitente em época de estiagem, certamente contribuiu para a redução do custo final da operação do sistema para o consumidor”, comenta Zilmar.

Zilmar estima que a geração pela fonte biomassa para a rede, de janeiro a novembro deste ano, tenha poupado o equivalente a 17% do total de energia armazenada nos reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste, o principal do País, além de ter evitado a emissão de 7,5 milhões de toneladas de CO2.


Fonte: UNICA