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Biosev atinge 1,4 bilhão no EBITDA ajustado, aumento de 9,4% no 9M20

Postado em 17 de Fevereiro de 2020

A Biosev S.A. (B3:BSEV3), uma das líderes do setor sucroenergético, registrou no nono mês da safra 2019/2020 (9M20) EBITDA ajustado de R$ 1,4 bilhão, um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período da safra anterior. Ainda no mesmo recorte, a margem EBITDA ficou em 41,7%, representando um aumento de 7,2 p.p. e o EBITDA Unitário cresceu 18,2% na comparação com 9M19.

Entre os fatores que compõem os indicadores estão os resultados do CPV caixa ex-revenda, que reduziu 15,9%, e o CPV Caixa Unitário que diminuiu 2% em relação ao mesmo período do semestre anterior. O mix de etanol atingiu 64,6%, em razão da maior rentabilidade do produto frente ao açúcar, em linha com o mesmo período da safra passada.

O resultado líquido ex-IFRS16 registrado no 9M20 apontou uma diminuição no prejuízo no período, R$ 429,2 milhões, em comparação ao valor de R$ 892,6 milhões registrado no 9M19. No recorte trimestral, o resultado ex-IFRS16 já apresenta lucro de R$ 22,7 milhões, ante prejuízo de R$ 230,6 milhões no trimestre passado. Os resultados foram impactados principalmente pela variação cambial e são resultado da estratégia da companhia em otimizar as vendas, com prioridade aos produtos e períodos de maior captura de valor agregado. Para Juan José Blanchard, presidente da Biosev, o resultado reflete o alinhamento dos times ao objetivo da companhia. “Continuamos focados em reduzir custos e aumentar a eficiência ao mesmo tempo em que acompanhamos o movimento do mercado e o desenvolvimento do setor”, acrescenta.
Na moagem, a companhia registrou um volume total de 25,9 milhões de toneladas no 9M20. A variação é reflexo da maior produtividade medida pelo TCH (toneladas de cana por hectare), que cresceu 2,1% ante 9M19, resultado explicado principalmente pelas condições climáticas mais favoráveis no período de formação do canavial (janeiro a março).

A receita líquida no 9M20, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), atingiu R$ 4,9 bilhões, 2,4% inferior ao mesmo período da safra passada. No 3T20, a receita líquida atingiu R$ 1,4 bilhão, 12,7% menor na comparação trimestral. Os resultados se referem, principalmente, a menores volumes de comercialização (excluído o Polo Nordeste, presente na safra anterior) parcialmente compensados por maiores preços médios de açúcar e etanol.

No 9M20, a receita líquida do açúcar, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), atingiu R$ 1,4 bilhão, uma redução de 8,5% em relação ao 9M19. No 3T20, atingiu R$ 484,7 milhões, 20,8% superior ao 3T19. As variações refletem principalmente o mix de produção mais voltado para o etanol, pela maior rentabilidade no período frente ao açúcar e da decisão de começar a colheita em abril para melhor aproveitamento do ATR por tonelada de cana.

Sobre etanol, a receita líquida foi de R$ 2 bilhões – excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), em linha com a receita do 9M19. No 3T20, o indicador sobre o produto atingiu R$ 520,5 milhões, 31% acima do registrado no 3T19. Os números são reflexo do maior volume de venda no mercado externo e da estratégia da companhia em otimizar as vendas, com prioridade aos produtos e períodos de maior captura de valor agregado.

A Biosev investiu R$ 759,7 milhões no 9M20, aumento de 8,4% em relação ao 9M19. O aporte é consequência da estratégia de tornar a operação agroindustrial cada vez mais produtiva e rentável, com a aquisição de novas colhedoras e investimentos em plantio para renovação dos canaviais, mais concentrados na parte agrícola.

 


Fonte: Biosev