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Biosev encerra safra 18/19 com alta de 8% no EBITDA ajustado unitário

A Biosev S.A é uma das líderes do setor sucroenergético brasileiro, encerrou a safra 2018/2019 com alta de 8% no EBITDA ajustado unitário. No período, a margem EBITDA cresceu 24,5%, alta de 2,2 p.p., enquanto o EBITDA ajustado bateu a casa dos R$ 1,5 bilhão.

A redução de Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas foi de 27,1% em comparação com a safra 17/18. Juan José Blanchard, presidente da Biosev, explica que a contenção de despesas faz parte da estratégia da companhia. “Seguimos trabalhando em nosso plano de competitividade, para aumentar a eficiência operacional e geração de caixa. O EBITDA ajustado é fruto do nosso comprometimento nos últimos meses. Estamos otimistas para novos resultados positivos no futuro.”

O resultado do período registrou um prejuízo de R$ 1,2 bilhão na safra 18/19 versus R$ 1,3 bilhão de prejuízo computados na safra anterior, devido principalmente à variação cambial e menor receita, impactada por volumes inferiores e preços do açúcar, fatores parcialmente compensados pelas reduções de custos.

A companhia atingiu recorde histórico de participação do etanol no mix de produção na safra 18/19, destinando 65,1% da produção para este produto, índice 12,6 p.p. maior do que o da safra anterior. O ATR foi estrategicamente direcionado para a produção de etanol devido à melhor rentabilidade dele em relação ao açúcar no período.

O teor de ATR Cana consolidado foi de 130,9 kg/ton na safra 18/19, 1,7% maior que o da safra 17/18, o que reflete principalmente a continuidade das boas práticas agrícolas, como o manejo do canavial e a adequação do perfil varietal. No 4T19, o ATR Cana consolidado atingiu 104,4 kg/ton, uma alta de 0,9% em comparação ao 4T18. A maioria dos Polos apresentou aumento no indicador, influenciado pelas condições climáticas mais favoráveis para a concentração de ATR no período.

A produtividade dos canaviais medida pelo TCH atingiu 73,8 ton/ha na safra 18/19, uma redução de 4,7% ante o ano-safra anterior, devido ao menor volume de chuvas no período de formação do canavial. No 4T19, foram 81,3 ton/ha, crescimento de 29,7%, resultado impulsionado por melhorias implementadas na gestão do ativo biológico.

A empresa atingiu um volume total de moagem de 29,2 milhões de toneladas na safra 18/19, um montante 10,7% inferior ao registrado na safra anterior. A moagem ex-Polo NE atingiu 27,1 milhões de toneladas na safra 18/19, 9,4% inferior ao registrado na safra anterior. Essas variações são resultado principalmente das reduções na área colhida (4,3% e 2,9% respectivamente) e na produtividade medida pelo TCH (4,7% e 4,0% respectivamente), afetada principalmente pelo menor nível de chuvas no período de formação do canavial.

A receita líquida, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), atingiu R$ 6,3 bilhões no ano-safra, uma redução de 13,2%. Essa performance decorreu principalmente dos menores volumes (efeito pontual da estratégia de carry executada pela Companhia ao longo da safra) e preços de açúcar. Esses efeitos foram parcialmente compensados pelos maiores volumes e preços médios de etanol e energia.

Na safra 18/19, a receita líquida com etanol, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), cresceu 20,2%, atingindo R$ 2,7 bilhão, ante os R$ 2,2 bilhões de 17/18. A receita líquida de energia foi de R$ 450 milhões, alta de 28,8%. Os resultados são impacto da decisão da Companhia de priorizar o etanol no mix de produção, que apresentou maiores preços médios no decorrer da safra.

A Biosev continua apresentando redução de custos, consolidando as iniciativas em readequar suas estruturas e se tornar mais resiliente em um ambiente de preços mais desafiador. Um dos resultados pode ser ilustrado pelo CPV caixa ex-revenda que atingiu o montante de R$ 2,3 bilhões na safra 18/19, uma redução de 5,3%.


Fonte: Biosev