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Biosev fecha em queda de 0,40% após B3 autorizar redução temporária de free float

Postado em 27 de Novembro de 2019

As ações da Biosev (BSEV3) fecharam em queda nesta terça-feira (26) depois de a companhia informar na noite de ontem que a B3 (B3SA3) concedeu, em caráter extraordinário, autorização para redução temporária de seu free float.

Desta forma, os papéis de uma das maiores companhias do setor de açúcar e etanol fecharam em queda de 0,40% a R$ 2,48.

A companhia —unidade sucroalcooleira da gigante do agronegócio Louis Dreyfus— deverá manter em negociação, no mínimo, o free float atual de 5,99% de seu capital social até sua recomposição, a qual deverá ocorrer até, no máximo, o dia 31 de dezembro de 2020, de acordo com a bolsa.

“Foi exigido ainda que a companhia reporte à B3, até, no máximo, o dia 30.09.2020, os esforços empreendidos para a recomposição do Free Float, comprovando interações com assessores financeiros e bancos de investimento em busca de aconselhamento quanto às oportunidades de mercado”, disse a Biosev, citando ainda reuniões com potenciais investidores estratégicos.

A empresa, que fechou o último trimestre com dívida líquida de 5,6 bilhões de reais, registrando prejuízo de 304,3 milhões de reais, afirmou ainda que se compromete a atender plenamente as condições a ela propostas pela B3.

Free float é a quantidade percentual de ações livres à negociação no mercado. São aquelas ações que não pertencem a acionistas estratégicos, como: controladores e diretores da companhia e acionistas que detenham mais de 5% do capital total da empresa. Também se excluem do free float as ações com restrições e aquelas em tesouraria.

Na prática, quanto maior o free float de uma companhia, maior sua liquidez no mercado e maior a facilidade com que os investidores minoritários podem adquirir e vender livremente suas ações.

Isso é particularmente importante para o pequeno investidor no caso de empresas menores, que possuem muitas ações em poder de poucos acionistas estratégicos. Esse tipo de concentração não é interessante para o acionista minoritário.


Fonte: Money Times