Clipping

Bola da Copa da Rússia será feita com cana-de-açúcar brasileira

O Brasil vai chegar à final da Copa do Mundo 2018 independente dos resultados: a bola que será utilizada na Rússia, batizada como Telstar 18, será feita com uma borracha feita a partir da cana-de-açúcar brasileira.

O torneio acontece de 14 de junho a 15 de julho.

Considerada ecologicamente correta, a borracha leva o nome de Kelcan Eco e é fabricada pela empresa Arlanxeo, na unidade de Triunfo, no Rio Grande do Sul. A companhia é uma das principais fornecedoras de borracha sintética do mundo e, na bola, ficará na camada de espuma logo abaixo da superfície da bola. A solução é essencial para o quique, promovendo maior elasticidade e resiliência.

Segundo a empresa fabricante do material, bolas com borracha de cana foram testadas em jogos de grandes clubes, como o Real Madrid. O material também já foi utilizado em outras aplicações fora do esporte, como na indústria automobilística.

“A sustentabilidade ecológica foi um critério essencial na seleção de produtos para a bola de futebol da Copa do Mundo. Queríamos criar a nova bola utilizando materiais de alta tecnologia que possuem características de performance impressionantes, além de serem sustentáveis.”, diz Stefan Bichler, gerente de projetos de Operações de Futebol na Adidas, material esportivo que ‘assina’ as bolas Tesltar 18.

Gerente de marketing global da linha de negócios da Kelcan-Arlanxeo, Martin Kleimeier afirma que a borracha utiliza matérias primas fósseis. “[Os produtos fabricados] também possuem uma pegada de carbono significativamente mais baixa”, emenda Chretien Rooijakkers, diretor de marketing.

Sobre a Telstar 18

A bola da Copa do Mundo da Rússia é uma homenagem à utilizada no Mundial do México, de 1970, ano em que a seleção brasileira conquistou o tricampeonato. A bola tinha pentágonos pretos e hexágonos brancos e, agora, a Telstar 18 traz um novo design e um chip para acesso a conteúdos personalizados através de smarphones, para provocar a interação entre o público.

 

Fonte: Gazeta do Povo