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Bolívia se abre ao uso de OGMs na soja, algodão e cana

Postado em 19 de Fevereiro de 2021

Ministério da Economia local revogou decretos que dificultavam uso de OGMs

A Bolívia colhe uma soja transgênica tolerante a herbicida há vários anos, com mais de um milhão de hectares por ano. Agora, o governo da época promete viabilizar, após estudo técnico, o uso da biotecnologia agrícola em três safras: soja, algodão e cana-de-açúcar.

O ministro da Economia, Marcelo Montenegro, informou que o gabinete ministerial revogou os Decretos Supremos 4139 e 4181, que, segundo ele, colocavam em risco a soberania e a segurança alimentar da Bolívia e favoreciam grandes exportadores e importadores. O chefe de estado exigiu o uso da biotecnologia do setor, a livre exportação de grãos, o acesso ao crédito e a mediação do Estado entre agricultores e empresários.

Isidoro Barrientos, presidente de la Cámara Agropecuaria de Pequeños Productores del Oriente (Cappo), orientou os agricultores, já que a maioria deles contrai empréstimos com essas empresas que fornecem insumos e sementes, tanto para a campanha de inverno como de verão. “Há um compromisso do Ministro do Desenvolvimento Rural e Terras, Edwin Characayo, de se reunir com eles, para ver como podem continuar apoiando o desenvolvimento agrícola”, disse Barrientos. Embora haja avanços no uso da biotecnologia, Barrientos disse que o governo deixou de lado, o uso dessas ferramentas no milho.

Sobre as exportações livres, ele revelou que o governo propôs inicialmente um teto de até 60% para o mercado externo e 40% para o interno. No entanto, os produtores explicaram que internamente o país precisa de apenas 20% da produção e que os 80% restantes devem ser exportados. “Estamos em crise e precisamos aumentar nossa produção é algo que as autoridades estão bem esclarecidas”, disse.

Por Leonardo Gottems

 


Fonte: Agrolink