Clipping

Bolsonaro diz que seu governo vai permitir que usinas vendam etanol direto nos postos

O presidente Jair Blsonaro disse neste domingo que uma das ideias de seu governo é permitir que as usinas vendam etanol diretamente para os postos de combustíveis, em vez de revender para distribuidores.

"Achamos que isso vai diminuir em média, 20 centavos o litro do álcool porque você começa a fazer uma concorrência com a gasolina."

Bolsonaro, porém, não comentou quando a ideia poderia ser implementada ou de que forma.

O presidente voltou a afirmar que não é responsável pelos preços praticados pela Petrobras sobre os combustíveis, apesar de ter interferido em meados de abril, evitando que a estatal reajustasse em 5,7 por cento o preço do diesel.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes antecipou que pretende corrigir a tabela do Imposto de Renda pela inflação neste ano e afirmou que vai indicar o ministro da Justiça, Sergio Moro, para a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal, que deve se abrir em 2020 com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

Em entrevista de pouco mais de uma hora em que tratou de diversos assuntos, Bolsonaro afirmou que deu orientação ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para que o governo faça a correção da tabela do IR.

“Hoje em dia, o Imposto de Renda é redutor de renda. Falei para o Paulo Guedes que, no mínimo, este ano temos que corrigir de acordo com a inflação a tabela para o ano que vem. E, se for possível, ampliar o limite de desconto com educação, saúde. Isso é orientação que eu dei para ele [Guedes]. Espero que ele cumpra, que orientação não é ordem. Mas, pelo menos, corrigir o Imposto de Renda pela inflação, isso, com toda a certeza, vai sair”,  disse Bolsonaro à rádio.

A defasagem na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) chega a 95,46%, divulgou o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) em janeiro. O levantamento foi feito com base na diferença entre a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada de 1996 a 2018 e as correções da tabela no mesmo período.

Desde 2015, a tabela do Imposto de Renda não sofre alterações. De 1996 a 2014, a tabela foi corrigida em 109,63%. O IPCA acumulado, no entanto, está em 309,74%. De acordo com o Sindifisco Nacional, a falta de correção na tabela prejudica principalmente os contribuintes de menor renda, que estariam na faixa de isenção, mas são tributados em 7,5% por causa da defasagem.

Ainda na área de impostos, Bolsonaro afirmou que o governo "vai tentar" fazer a reforma tributária, mas acrescentou que está falando "para o pessoal não entrar muito fundo, porque quando querem entrar para resolver fica aquela história de remendo novo em calça velha, não vai dar certo".

"Devagar, aos pouquinhos, dá pra resolver muita coisa."


Fonte: Reuters