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Brasil deve continuar vendo aumento do etanol de milho

Postado em 12 de Novembro de 2019

O esmagamento do milho não resulta somente na produção do etanol

O crescimento da produção de etanol de milho do Brasil deve continuar forte nos próximos anos, segundo informou a Sociedade Nacional da Agricultura (SNA). De acordo com Hélio Sirimarco, vice-presidente da SNA. a produção do biocombustível deve superar os 2 bilhões de litros em 2019 e chegar aos 8 bilhões de litros em nove anos.

A fatia da produção de etanol de milho na oferta total do biocombustível do País deverá chegar a 8% em 2020 e atingir até 20% em 2028, segundo as estimativas de representantes do setor presentes na 19ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol”, afirma Sirimarco.

Nesse sentido, a consultoria INTL FCStone informou que a oferta de etanol de milho deve seguir em forte alta na safra 2020/2021, na comparação com a expectativa do ciclo 2019/2020. “O aumento é baseado na ampliação da capacidade produtiva, tanto por meio da inauguração de novas destilarias, em 2019 e em 2020, quanto pela expansão do potencial atual”, indicou a empresa no documento.

“Além disso, é importante ressaltar que o esmagamento do milho não resulta somente na produção do etanol, mas também do DDGS, um concentrado proteico extraído durante o processo de destilação que pode ser uma alternativa economicamente viável para a alimentação animal nas regiões em que o cereal apresenta preço baixo. Devido ao seu alto teor em energia, fósforo e aminoácidos em comparação com o milho, trigo e cevada, é uma alternativa nutricional e econômica na substituição destes alimentos na dieta dos animais”, afirma Sirimarco.

“Sirimarco lembra que o Mato Grosso, estado que se destaca na produção do biocombustível feito com milho, tem 12 usinas de etanol, sendo sete exclusivamente de cana, três de cana e milho e duas que usam somente milho. E o número deve aumentar”, completa a SNA.

 


Fonte: Agrolink