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Brasil deve ultrapassar EUA como maior produtor de soja do mundo

Postado em 6 de Setembro de 2019

INTL FCStone estima produção recorde de oleaginosa para a safra brasileira no ciclo 2019/20

As expectativas da consultoria INTL FCStone são de que o Brasil ultrapasse os EUA e ocupe o posto de maior produtor mundial de soja. Em sua primeira estimativa para a safra brasileira de soja 2019/20, o grupo trouxe uma produção recorde, de 121,4 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% frente a 2018/19.

"Esse volume seria resultado de uma área plantada também recorde, de 36,4 milhões de hectares, com o aumento do plantio em vários estados, representando um crescimento médio de 1,6% em relação ao registrado no ciclo 2018/19", explica a analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi

Destaca-se a expansão sobre pastagens em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso do Sul, também há incorporação de algumas áreas de cana-de-açúcar.

No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que o arroz perca áreas para a soja neste ano, principalmente na metade Sul do estado, além de alguma área de pastagem. Já na Bahia, espera-se a incorporação de áreas novas, além de expansão sobre o algodão.

Segundo estimativa divulgada pela consultoria nesta quinta-feira (05), o consumo interno de soja deve continuar crescendo com a produção de carnes e o aumento da mistura obrigatória de biodiesel. A expectativa é que a demanda doméstica atinja 46,5 milhões de toneladas.

"Quanto às exportações, uma safra maior abre espaço para o crescimento dos embarques, mas tudo vai depender do volume de compras chinesas e se um acordo comercial vai ser alcançado em breve ou não", pondera a analista Ana Luiza. Com exportações em 75 milhões de toneladas, os estoques finais da safra 2019/20 continuariam em níveis reduzidos, estimados em 1,62 milhão de toneladas.

Milho

Em relação à safra 2019/20 de milho, a INTL FCStone divulgou sua estimativa para a primeira safra, em 26,3 milhões de toneladas, nível muito próximo do registrado no ciclo anterior.

"A área plantada do cereal ficou praticamente estável no comparativo anual, em 4,9 milhões de hectares, e a produtividade também segue a tendência dos últimos anos até o momento", afirmou a consultoria, em relatório.


Fonte: Reuters