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Brasil está alheio ao açúcar em Nova York. Agora, é problema dos asiáticos

Postado em 15 de Julho de 2020

Tanto quanto há muito não se via o potencial para o açúcar como na atual temporada, também o setor produtivo do Centro-Sul não sabia o que era entrar em julho sem preocupações com as cotações de outubro, o último vencimento do ano em Nova York.

Nessa época sempre havia algum volume sobrando do alimento a ser fixado, tentando se aproveitar de incertezas das safras indiana e tailandesa (a partir de outubro), embora tradicionalmente a produção no segundo semestre sempre seja mais alcooleira.

No começo de julho, se estimava 22 milhões de toneladas já vendidas, de um total previsto para o ciclo de 28 milhões/t. O dólar fez a diferença para os exportadores, oferecendo suporte às cotações que em nenhum momento também mostraram vigor.

Agora, reduziu-se mais e não há açúcar em quantidade significativa a ser contratado para embarques nos próximos meses. O Brasil está praticamente fora do mercado. Dentro, só os produtores da Ásia.

“As fixações são para as safras seguintes, e isso para quem está fixando, porque a maioria está no etanol para a entressafra”, diz Maurício Muruci, da Safras & Mercado.

Da expectativa de 37 milhões de toneladas de açúcar de produção, a musculatura veio com a pandemia derrotando o consumo de etanol e com o dólar sempre favorável em R$ 5,50 ou mais – no principal período de aumento das fixações de contratos, em maio.

A commodity nesta quarta (15) fechou em 11.82 centavos de dólar por libra-peso, em alta                          de 4,90%, tendo algum suporte do petróleo também em elevação, mas não sem muito fôlego, de acordo com Muruci, para mais de 12 c/lp pelos estoques elevados de Índia e Tailândia, somando estimada 20 milhões/t, além da safra nova calculada entre 32 milhões/ e 12 milhões/t, respectivamente.


Fonte: Money Times