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Brasil não deve renovar cota de importação de etanol que beneficia EUA

O encontro entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, em Washington, não trouxe qualquer avanço na pauta de comércio de açúcar e etanol.

Nas conversas, os Estados Unidos não demonstraram disposição em ampliar a atual cota de importação livre de tarifa (que varia de 150 mil a 160 mil toneladas por ano) que benefcia açúcar brasileiro.

Em contrapartida, o Brasil também não deverá renovar a cota de 600 milhões de litros anuais de etanol livre de tarifa que favorece o produto americano, disse uma fonte do governo brasileiro que participou das negociações. A isenção da tarifa de 10%, atualmente em vigor, vencerá em agosto.

Ontem, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário de Estado da Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, tiveram um encontro em Washington para discutir vários itens da pauta agrícola bilateral. Os temas sucroalcooleiros sequer foram mencionados.

A cota de importação de etanol não deverá ser renovada para evitar impactos ao etanol produzido no Nordeste, região que importa a maior parte do produto dos EUA.

 

 

 

 


Fonte: Valor Econômico (20/03)