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BrasilAgro: venda de fazenda é início de desmobilização de ativos na Bahia

A BrasilAgro deve se desfazer de outras áreas produtivas na Bahia, além da unidade de Jaborandi, que teve parte vendida em junho passado. “Ela marca o início da desmobilização de ativos no Estado”, disse o diretor presidente da companhia, André Guillaumon, em teleconferência sobre os resultados da empresa no quarto trimestre de 2017 e no ano fiscal de 2017, encerrado em 30 de junho. “Podemos esperar novas operações (vendas) para os próximos anos em níveis mais acentuados”, afirmou. Da Fazenda Jatobá, adquirida em 2007 com uma área total de 31,6 mil hectares, a BrasilAgro tem agora 30,9 mil hectares agricultáveis no município de Jaborandi (BA). Os 500 mil hectares produtivos foram vendidos pelo equivalente a 300 sacas de soja por hectare ou R$ 10,1 milhões (cerca de R$ 20.180/ha).

De acordo com o executivo, a companhia tem um portfólio de terras no Estado “pronto” para ser vendido. Na apresentação feita durante a reunião virtual com acionistas consta a fazenda Chaparral, dedicada à produção de grãos no município de Correntina, com 40% de sua área já desenvolvida, ou seja, com produção e bons níveis de produtividade. Já outra propriedade da companhia na Bahia, a Fazenda Preferência, destinada à produção de grãos e à pecuária em Baianópolis, tem cerca de 80% das terras em processo de desenvolvimento, ou seja, ainda distantes da maturidade necessária para ser negociada.

Guillaumon acredita que o interesse por terras da Bahia deve aumentar nos próximos três anos. “Temos a expectativa de um aquecimento do mercado de terras na Bahia muito em função da perspectiva de clima favorável às lavouras neste período. O aumento da liquidez (no mercado de terras) ocorre quando há produtores capitalizados na região, o que depende da boa produtividade, do clima”, afirmou Guillaumon. A companhia vem acompanhando previsões climáticas e trabalha com a estimativa de ocorrência do fenômeno La Niña por dois a três anos, o que traria chuvas dentro ou acima da média para a Bahia, mitigando o risco de veranico e beneficiando as lavouras.


Fonte: Estadão Conteúdo