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Bunge reverte prejuízo e tem lucro líquido de US$ 214 milhões no 2º tri

Postado em 31 de Julho de 2019

A norte-americana Bunge registrou lucro líquido de US$ 214 milhões (US$ 1,43 por ação) no segundo trimestre de 2019, em comparação com prejuízo de US$ 12 milhões (perda de US$ 0,20 por ação), em igual período do ano passado, informou a empresa nesta quarta-feira, 31. Já o lucro líquido ajustado foi de US$ 1,52 por ação, ante US$ 0,10 por ação obtidos em igual intervalo do ano anterior.

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) apresentou incremento de 398% no intervalo avaliado, a US$ 354 milhões, ante US$ 71 milhões em igual período do ano anterior. Já receita recuou 16,8% no comparativo anual, de US$ 12,1 bilhões para US$ 10,1 bilhões.

O segmento de Agronegócio foi responsável pelo montante de US$ 7,06 bilhões em vendas líquidas, no segundo trimestre, queda de 19%, ante o faturamento de US$ 8,72 bilhões reportado em igual período do ano anterior. Em volume, as vendas do setor também recuaram de 37,4 milhões de toneladas para 34,0 milhões de toneladas, variação negativa de 9%.

No segundo trimestre deste ano, o segmento registrou prejuízo líquido de US$ 6 milhões, ante também prejuízo de US$ 9 milhões em igual trimestre do ano anterior. O Ebit ajustado do setor saiu de US$ 118 milhões no segundo trimestre de 2018 para US$ 189 milhões em igual intervalo de 2019.

A divisão de Açúcar e Energia reportou vendas de US$ 284 milhões, recuo de 51% ante os US$ 582 milhões reportados no mesmo intervalo do ano anterior. Em volume, as vendas do setor caíram 47%, de 1,5 milhão de toneladas para 828 mil toneladas. No segundo trimestre deste ano, o segmento registrou prejuízo líquido de US$ 1 milhão, ante também prejuízo de US$ 22 milhões em igual trimestre do ano anterior. O Ebit ajustado do segmento passou de US$ 40 milhões de prejuízo para US$ 9 milhões de prejuízo.

Para o acumulado do ano, a companhia manteve sua previsão de resultados para 2019, divulgada em 21 de fevereiro. A Bunge espera que os resultados no setor de Agronegócios sejam inferiores ao ano de 2018. A companhia relatou que as margens de rentabilidade no esmagamento de soja devem refletir o resultado das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, o tamanho das safras e volume de exportado pelos produtores.

Na Divisão de Açúcar e Bioenergia, a empresa considera desempenho estável no acumulado de 2019, levando em conta condições climáticas favoráveis. Na semana passada, a Bunge e a petroleira BP anunciaram a criação de uma nova empresa na qual atuarão juntas na produção de açúcar e etanol no Brasil. Na BP Bunge Bioenergia, ambas dividirão o controle, com 50% de participação cada. Já para o segmento de Fertilizantes, a companhia prevê piora nos resultados em comparação com 2018.

 


Fonte: Estadão Conteúdo