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Caminhoneiros: FECOAGRO-RS pede solução imediata do governo para evitar 'caos que se avizinha'

Em nota emitida há pouco, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS) reforça seus receios em relação aos desdobramentos da greve dos caminhoneiros e exige do governo federal "uma solução imediata". "Que o governo tenha efetivamente um canal de negociações com as lideranças do movimento e que o bom senso prevaleça e resolva a situação, evitando o colapso no abastecimento para a população brasileira", diz o presidente da federação, Paulo Pires, na nota. A Fecoagro avalia que até o momento as medidas adotadas nas rodadas de negociações não estão repercutindo ou contribuindo para o controle do "caos que se avizinha".

"Prejuízos significativos têm sido acumulados, principalmente na cadeia de produção agropecuária", informa a Fecoagro. "Ao persistir a paralisação, teremos efeitos em escala exponencial."

Uma das principais preocupações da entidade é com a interrupção no fluxo de cargas vivas. Nesta semana, em entrevista ao Broadcast Agro, Pires lembrou do transporte de produtos como leite, frangos e suínos, que são retirados diariamente das propriedades. "Consideramos o pleito (dos caminhoneiros) justo; eles têm razão: a sociedade não pode custear esse aumento abusivo do combustível. Mas pedimos bom senso. A liberação das cargas perecíveis e vivas não deve ser prejudicada no movimento", disse à reportagem. Segundo ele, esses produtos precisam ir para a indústria diariamente. Pires diz que a paralisação pode gerar desabastecimento de milho nas propriedades. O insumo é o principal da ração na suinocultura e avicultura.

Por Tânia Rabello e Isadora Duarte


Fonte: Broadcast Agro