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Canaplan: Safra 2020/21 no Centro-Sul deve terminar com colheita de 595 milhões de t de cana

Postado em 27 de Outubro de 2020

A safra 2020/21 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, que termina em março do ano que vem, deve acabar com 595 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, e produção de 37,5 milhões de toneladas de açúcar e 27,1 bilhões de litros de etanol, de acordo com a consultoria Canaplan. O mix deve ser de 46,1% para açúcar e de 53,9% para etanol. Os dados foram divulgados ontem à noite (26) no Webinar Canaplan - Reavaliação da Safra 2020/21 e Primeiro Olhar para a Safra 2021/22. "Apostaríamos nesse número. Muitas usinas já terminaram a safra, estamos indo rápido", afirmou o diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho. "A aposta dos 595 milhões de toneladas é uma aposta interessante."

A consultoria traçou três possíveis cenários para a temporada atual, com o mais provável sendo o intermediário. O primeiro cenário indicava 590 milhões de toneladas de moagem, 37,3 milhões de toneladas de açúcar e 26,9 bilhões de litros de etanol; já o terceiro projeta 600 milhões de toneladas de cana processada, com 37,8 milhões de toneladas de açúcar e 27,3 bilhões de litros de etanol.

Para a safra 2021/22, que começa em abril do próximo ano, a consultoria projetou diversas possibilidades. As premissas são de que a área será reduzida, a idade média da cana deve aumentar, os efeitos climáticos devem influenciar a qualidade e a produtividade, e o mix deve ver maior participação do etanol (com o açúcar mantendo a força).

Há dois campos para as projeções: caso a área perdida seja de 150 mil hectares ou caso seja de 250 mil hectares. Na primeira opção, a moagem fica entre 575,3 milhões de toneladas e 590,6 milhões de toneladas; a produção de açúcar fica entre 33,4 milhões de toneladas e 34,3 milhões de toneladas, e a de etanol entre 25,8 bilhões de litros e 26,5 bilhões de litros. Já a idade média da cana é estimada em 3,65 anos.

No caso de perda de 250 mil hectares, a idade média cai para 3,61 anos. A moagem deve ficar entre 567,8 milhões e 582,9 milhões de toneladas, e a produção de açúcar, entre 33 milhões e 33,8 milhões de toneladas. Para o etanol, as projeções vão de 25,4 bilhões de litros a 26,1 bilhões de litros.

Nas projeções para ambas as áreas, o mix estimado é de 45% para açúcar e 55% para etanol.

Por Augusto Decker


Fonte: Broadcast Agro