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CBios abre novo mercado para agroindústria da cana

A agroindústria da cana-de-açúcar vai se beneficiar com o considerado novo mercado de etanol. O início do programa RenovaBio, previsto para 2019, abre a oportunidade de comercialização do CBio, um crédito de descarbonização que vai funcionar como ativo financeiro, beneficiando todo o setor.

Na prática, o programa tenta retirar o carbono da matriz energética brasileira. Através do CBios, o setor produtivo ganha um incentivo de remuneração a partir dessa retirada. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a precificação do ativo financeiro será realizado a cada tonelada de CO2 por unidade de energia (megajoule).

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, afirma que a política pública do governo federal é inovadora e, para que os benefícios cheguem logo, é preciso haver volume de produção. “O calendário do Renovabio vai enfrentar dificuldades do sistema produtivo. Para conseguir corresponder as metas estabelecidas, temos duas partes: acelerar a oferta de etanol e investir. Para existir investimento, temos o caminho do CBios, que já está sendo debatido no Brasil”, atenta.

De acordo com o representante do Ministério de Minas e Energia, Paulo Roberto Costa, a emissão do CBio está ligada diretamente à comercialização de biocombustíveis. A cada metro cúbico de etanol comercializado, mais CBios serão emitidos.

“O mercado de CBios não é voltado apenas para os distribuidores, fornecedores e produtores. Como ele é um ativo financeiro, qualquer pessoa pode investir. Mas com esse crédito de descarbonização, o setor produtivo ganha duplamente. Tanto quando comercializa o etanol quanto pelo próprio CBios”, ressalta Costa.

As unidades fornecedoras de etanol deverão passar por um processo de certificação ambiental para creditação nas metas de descarbonização. “Não teremos a plenitude de valorização do CBios na largada do programa. Mas o mercado de etanol precisa crescer na região Nordeste. Com o Renovabio teremos isso: maior oferta de biocombustível no Brasil, menos combustíveis fósseis e menos carbonização, honrando o acordo que foi feito em Paris”, finaliza o presidente do Sindaçúcar-AL.


Fonte: Assessoria - retirado do site SIAMIG