Clipping

Cenário de vendas mais fracas das fábricas não inibe alta do etanol nos portões

Postado em 1 de Fevereiro de 2021

Mesmo que possa ter havido consumo mais robusto de etanol na segunda quinzena de janeiro, contra a primeira, melhorando as vendas das produtoras que vinham menores, deverá ser comedido quando saírem os dados da agência reguladora. Junta-se sazonalidade mensal de baixa e pandemia.

Ainda assim, o hidratado abriu esta segunda (1) mais caro para as distribuidoras.

A produção praticamente estagnada na entressafra da cana, uso de estoques e gasolina cara conseguiram manter o biocombustível em mais 0,91% nas firmas, concluindo a semana passada em R$ 2,1272, nos cálculos produzidos pelo Cepea/Esalq. E, inclusive, mesmo com o etanol saindo mais caro para o consumidor, conforme vem registrando a ANP, desde início de janeiro.

Já são mais de seis semanas de altas renovadas nas unidades, em duas das quais, nos primeiros 15 dias do mês passado, quando a usinas e destilarias venderam 30 milhões de litros abaixo de igual período de 2020. De acordo com a União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), foram comercializados 1,25 bilhão/l.

Ou seja, refletindo a demanda comedida nas bombas, as intermediárias tiveram que aceitar o reajuste das usinas e destilarias.

As distribuidoras também se sentem pressionadas a assegurarem um pouco mais do produto ante à perspectiva de novas altas da gasolina, especialmente com a Petrobras sendo criticada pelo setor por represar os aumentos do petróleo, que segue acima dos US$ 55 na bolsa de Londres.


Fonte: Money Times