Clipping

Centro-Sul vive o período de plantio de cana de ano e meio

Postado em 14 de Fevereiro de 2020

Mais de 50% dessa cana será plantada com máquina. Confira alguns cuidados para obter um plantio com menor quantidade de mudas e um canavial com menos falhas

O setor sucroenergético da região Centro-Sul do Brasil vive o período de plantio de cana de ano e meio. É um método onde a cultura terá de 15 a 18 meses para se desenvolver, obtendo-se assim altas produtividades logo no primeiro corte.

A cana de ano e meio é plantada nos primeiros meses do ano (janeiro a março) época em que a planta encontra condições ideais de temperatura e umidade para seu desenvolvimento, permitindo assim brotação rápida e completo pegamento das mudas, reduzindo também o índice de doenças nos toletes. O crescimento da planta é retomado com a chegada do inverno (abril a setembro) e finalmente tem o seu desenvolvimento paralisado nos meses de outubro a abril. Nos meses seguintes, a planta inicia o seu processo de maturação até completar 15 a 18 meses. Após o primeiro corte, a cana-soca passa a ter um ciclo de 12 meses.

Uma grande vantagem desse sistema é que o plantio não coincide com a colheita e há um melhor controle de plantas daninhas e também menor incidência de doenças. É um método mais utilizado pelo setor.

Mais de 50% dessa cana será plantada com máquina, o que exige alguns cuidados para obter um plantio com menor quantidade de mudas e um canavial com menos falhas:

O uso do GPS na sulcação é fundamental para conseguir o paralelismo entre sulcos, importante para operações futuras de tratos culturais e colheita.

A quantidade de gemas viáveis por metro deve ser o mais uniforme possível e, de preferência, estar entre 15 e 18 por metro. O excesso de mudas também é prejudicial para brotação.

É preciso muita atenção para que na cobrição não se coloque terra em excesso. O excesso de terra na cobrição facilita o assoreamento e causam falhas.

Deve-se utilizar de fungicidas protetores no sulco de plantio para reduzir o ataque de fungos que apodrecem as mudas. À medida em que as temperaturas vão se tornando mais amenas, o ataque de fungos aumenta.

Inseticidas também são importantes para proteger os toletes contra pragas de solo que destroem os toletes antes de sua brotação.
Todas estas providências e cuidados devem nortear o plantio mecanizado.

Quando se busca altos rendimentos operacionais em detrimento dos cuidados com a qualidade, o resultado pode ser desastroso, tendo como produto final canaviais com elevado índice de falhas.

Outro sistema que está sendo muito utilizado para reduzir os custos de plantio é o sistema conhecido como HIBRIDO. Nesse caso, a muda é retirada pela máquina e distribuída manualmente. É preciso “calibrar” o espaçamento entre os montes para evitar a falta ou o excesso de mudas.

Nesse caso, a presença dos responsáveis desde o início da operação é muito importante e correções de rumo devem ser imediatas.

O excesso deve ser retirado imediatamente para evitar o desperdício e servir de exemplo contra a costumeira negligencia dos responsáveis, que ficam na área mas não tomam nenhuma providência.

Na cobrição do plantio Híbrido há um enorme esmagamento de mudas, ocasionando muitas falhas no “stand” de plantio. Deve-se adaptar o trator da cobrição para andar na entrelinha.

Para ter sucesso no plantio mecanizado estes são alguns dos cuidados mínimos necessários para que os canaviais sejam bem formados para aguentar cinco cortes, no mínimo.


Fonte: CanaOnline