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“Chance zero de haver plantio de cana na Amazônia e no Pantanal”, afirma Presidente da UNICA

Postado em 6 de Janeiro de 2020

Essas regiões não oferecem condições agronômicas para o desenvolvimento da cana; apresentam baixa concentração de consumidores; dificuldades logísticas e quem desmata não entra no RenovaBio

A notícia recente de que o Presidente Jair Bolsonaro liberou o plantio de cana em biomas como a Amazônia e o Pantanal causou indignidade dentro e fora do Brasil. Mas, o que parece é que as pessoas não sabem é que não era proibido plantar cana nesses biomas, o que o Zoneamento Agroambiental proibia era a liberação de recursos públicos (empréstimo do BNDES, por exemplo) para o plantio ou instalação de unidades sucroenergéticas nessas áreas. Foi essa proibição que caiu.

 Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), acredita que, mesmo com a possibilidade de poder levantar esses recursos para empreendimentos sucroenergéticos nesses biomas, será quase impossível que alguém o faça, pois, a lógica aponta ser um péssimo negócio.

“Esses biomas não oferecem condições agronômicas para o bom desenvolvimento da cana (mesmo investindo muito nos tratos culturais, a produtividade será baixa). Não há mercado consumidor nessas regiões, assim será preciso viajar longo período para trazer os produtos aos centros consumidores. E quem desmata não entra no RenovaBio (perdendo a chance de ter um recurso extra com a obtenção e comercialização dos Créditos de Descarbonizam CBIos). Por essas razões, não vejo a possibilidade de alguém investir R$ 1 bilhão para implantar uma unidade sucroenergética nessas áreas. E sem indústria instalada, não há razão para plantio de cana. Então, chance zero de haver plantio de cana na Amazônia e Pantanal”, afirma Gussi.

É preciso deixar claro que não é foco do setor sucroenergético o plantio de cana nesses biomas. E notícias como essas, apenas atrapalham a atividade, denigrem a imagem do setor e atendem o interesse de grupos que almejam desacreditar a sustentabilidade da cana-de-açúcar.

 


Fonte: CanaOnline