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China anuncia que isentará tarifas adicionais sobre mais produtos dos EUA

Postado em 19 de Dezembro de 2019

De acordo com o governo chinês, as isenções serão válidas de 26 de dezembro de 2019 a 25 de dezembro de 2020. As tarifas já cobradas não serão reembolsadas

A China informou nesta quinta-feira, 19, que irá suspender tarifas sobre alguns produtos dos Estados Unidos como prometido durante a primeira fase de negociações. De acordo com noticia divulgada pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado em comunicado. este é o segundo conjunto de mercadorias dos EUA a ser excluído da primeira rodada de contramedidas tarifárias da China contra as medidas do país norte-americano.

A lista dos produtos ainda não foi divulgada, mas segundo o governo, as isenções serão válidas de 26 de dezembro de 2019 a 25 de dezembro de 2020, afirmou o comunicado. As tarifas que já foram cobradas não serão reembolsadas, afirmou.

Os demais produtos dos EUA sujeitos à primeira rodada de tarifas adicionais da China não serão excluídos por enquanto. O governo informou ainda que a comissão continuará a trabalhar no processo de isenção e divulgará as listas de isenção de mercadorias dos EUA sujeitas à segunda rodada de tarifas adicionais em devido tempo.

Nesta quarta-feira, 18, a China divulgou que pode retomar compras de etanol dos EUA, como parte de como a China aumentaria as importações dos Estados Unidos em até US$ 200 bilhões nos próximos dois anos, a fim de cumprir seus compromissos no âmbito do acordo comercial da primeira fase anunciado na semana passada.

Esse acordo, ainda a ser assinado oficialmente, inclui a compra de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões por ano em commodities agrícolas, um nível que alguns analistas duvidam que seja viável.
Para ajudar a atingir esse número, Pequim planeja reiniciar as compras de etanol, aumentando ou renunciando as tarifas da guerra comercial sobre o combustível, disseram pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram para não serem identificadas.

A importação de etanol à base de milho dos EUA ajudaria a China a compensar a desaceleração da produção doméstica e alcançar a meta de expandir a mistura do combustível mais limpo na gasolina no maior mercado de automóveis do mundo.

 


Fonte: Canal Rural