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China aumenta tarifas e deve reduzir importação de etanol dos EUA no curto prazo

Os compradores chineses de etanol proveniente dos Estados Unidos terão de cortar importações por causa de tarifas maiores, mas eventualmente precisarão retornar ao mercado externo para cumprir a meta do governo de usar o biocombustível, disseram participantes da indústria e analistas nesta segunda-feira.

A China disse no fim de domingo que cobrará uma tarifa extra de 15% sobre o etanol importado dos EUA, como parte da resposta às tarifas norte-americanas sobre as importações de aço e alumínio. O imposto anterior era de 30%.

As tarifas, efetivas a partir desta segunda-feira, neutralizarão a redução de custos com a importação de etanol mais barato dos EUA, disseram três fontes do mercado.

O etanol, geralmente produzido a partir de milho ou cana-de-açúcar, é muitas vezes misturado à gasolina para reduzir a poluição causada por emissões de veículos.

"A diferença de preço desapareceu. Nós vamos suspender as importações por ora", disse o diretor de uma refinaria de petróleo privada, acrescentando que estava considerando se voltar para os fornecedores domésticos de álcool.

Isso é uma boa notícia para os produtores domésticos, que já estão produzindo mais milho em meio a subsídios do governo.

"Temos tanto milho. Nos daremos bem se não importarmos etanol", disse o diretor de uma grande produtora de etanol chinês.

Porém, analistas disseram que a China provavelmente terá que retomar as importações para atingir a meta do governo de 10% de teor de etanol na gasolina de todo o país até 2020.


Fonte: Reuters - retirado do site Jornal Floripa